Mostrando postagens com marcador menino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador menino. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de janeiro de 2016

Iniciação



Vem menino, eu sei que hoje é um dia triste, mas sendo sua madrinha eu não posso mentir. Ele não vai mais acordar. Podia aparecer a qualquer momento, mas escolhi esse para ti, pois é justamente um daqueles momentos puros, onde o sentir é máximo e não pode ser disfarçado. Também venho lhe dizer que foi preciso, embora nem eu saiba se acredito mesmo nisso, mas há coisas que nem a mim é permitido desviar.

Escuta menino, feche os olhos e receba minhas palavras sem medo, pois elas serão apenas sentidas, até que chegue o momento de despertar. Na verdade eu nem deveria estar aqui, mas eu sei o quanto este momento irá influenciar tudo mais que virá. Então, mesmo sabendo que demais olhos me reprovarão, eu decidi me manifestar. Assim como você deve saber que nada deve impedi-lo de fazer o mesmo. Pois podem nos reprovar, mas no fundo sabem que não podem nos parar.

Sente menino, veja sem abrir os olhos, escute as palavras do silêncio, toque o éter e viaje sem sair do lugar. Aprenda voar e mesmo com os pés no chão, andar no céu. Saiba que virão mais momentos como este, mas que sempre estarei por perto, às vezes mais do que deseja, mas nunca, por tempo algum o medo do nada lhe assaltará e onde houver um espaço, para outros vazio, você, se sentido em casa, sempre me verá.

Toma menino, sente meu toque em seu rosto, minha marca que mostra a todos os seres, em qualquer lugar, ou não lugar, que és um filho meu. E se respeitarão mutuamente, alguns alegres e outros com um pouco de receio, pois sabem que depois de pronunciada, minhas palavras, agora tuas, correrão os confins para tornar-se realidade. Despertarás sentimentos de amor ou ódio, dependendo do que há no coração de cada um.

Dorme menino, espera teu tempo certo, quando despertarás homem feito. Prepare-se indo desde já onde os outros apenas pensam em chegar. Tuas glórias serão outras, prometo que nunca lhe faltará o essencial e quando novamente minha mão tocar sua face, será um renascimento. Teu início, passando por mim fará todo sentido e tua alma vibrará, ao ouvir novamente teu primeiro e verdadeiro nome. Dorme menino, enquanto eu continuo a velar por ti...

Mas, espera, se eu estarei adormecido, como eu vou saber qual o nome e a palavra certa?

Não se preocupe meu filho, você esquecerá por um tempo, mas despertará na hora certa...

Minha benção, Poeta...


Joakim Antonio



Imagem: Feel the earth move by M3ll0n

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Colos



EU QUERO 

Quero o seu sorriso
preciso

Quero além de amante
ombro amigo

Quando eu virar criança
fitando teus olhos
quero muito
colo

E ao olhar de novo
protegido

Aninhado e me sentindo
um menino

Sentir um novo sopro
vindo de você
me fazendo
crescer

Ser o seu homem
abrigo

Salvaguardá-la  de todo mal
dos perigos

Ser seu cavaleiro andante
envolvê-la nessa hora
meus braços
agora

NINAR VOCÊ 

Joakim Antonio



Publicado originalmente em, Manufatura - Literatura feita de maneira artesanal.


Imagem: Lullaby by Zucch3rino

sábado, 15 de agosto de 2015

O centenário grapiúna - Descortinando Jorge Amado (escritor)


Óia lá, lá vem o bom baiano, vem andando sem pressa, nos seus, também bons, cem anos; traz lápis e papel na mão, já na cabeça, chapéu panamá e pura inspiração. Sabe de onde ele vem, vem de um grande país, O País do CarnavalCacauSuor e lágrimas, de sincretismo religioso, onde vive o misterioso Jubiabá.

Esse bom baiano é mestre das águas, já navegou pelo Mar morto, guiando Capitães da areia e declamando poesias, apresentando a eles A estrada do mar. Ele sabe de cor o ABC de Castro Alves e também luta, assim como O cavaleiro da esperança, daqui até essas Terras do Sem-Fim, chegando a São Jorge dos Ilhéus e passando pela Bahia de Todos os Santos, que ele conhece como a palma da mão. Apresentando os lutadores da Seara vermelha, buscadores de melhores condições de vida, ganhando o pão diário e buscando O amor do soldado, que não é viver em guerra e sim buscar O mundo da paz, seja aos olhos de todos, ou percorrendo Os subterrâneos da liberdade.

Apreciador da beleza feminina, nunca nos deixou esquecer Gabriela, cravo e canela, menina brejeira e simples, que é leve como a brisa e forte como o furacão. Talvez sabendo que se eternizaria, não tinha medo de falar da morte, em especial, A morte e a morte de Quincas Berro d'Água.

Era amigo de todos, entre eles, os capoeiras do terreiro, Os velhos marinheiros ou o capitão de longo cursoOs pastores da noite e O Compadre de Ogum, talvez até esse último tenha notado primeiro, o que havia entre Dona Flor e Seus Dois Maridos. Também fez vários amigos na Tenda dos milagres, onde, a boca pequena, corria a história de Teresa Batista cansada de guerra.

Grande observador da vida sempre dizia a sua filha, “O mundo só vai prestar, para nele se viver, no dia em que a gente ver casar, O gato Malhado e a andorinha Sinhá. Saindo os dois a voar, o noivo e sua noivinha, Dom Gato e Dona Andorinha.”; já para os adultos, adorava contar a volta e as reviravoltas que causara Tieta do Agreste, inclusive para seus pares da academia, mesmo não gostando de usar o que lá era moda, a Farda, fardão, camisola de dormir, que lá era obrigatória.

Desejava a todos, liberdade de ser, assim como a natureza e, Do recente milagre dos pássaros, tudo sabia o grande homem do litoral, que nunca deixaria de ser O menino grapiúna, que se alegra e ri alto, de histórias divertidas como A bola e o goleiro, que lhe tiravam do universo sombrio da Tocaia grande, fazendo com que espairece-se e não pensasse em nada mais, não se preocupando nem com O sumiço da santa.

Gostava de lembrar-se dos bons tempos, da Navegação de cabotagem, e puxar conversa sobre a cultura árabe, que ele chamava de A descoberta da América pelos turcos, influenciando não só a cultura baiana e brasileira, mas também o mundo, se houvesse tempo, falaria sobre O milagre dos pássaros, histórias da Hora da Guerra, que só ele sabia contar.

No final, nenhuma história acabou, ninguém morreu, alguns choraram, mas todos, sem exceção, sorriram por poderem se deliciar com as histórias do grande, ou melhor, eterno grapiúna; que trazia no nome, um delicioso destino.

Parabéns Amado Jorge e obrigado!

(Texto em comemoração ao centenário de Jorge Amado, em 2012.)



Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Povo do lobo - Particularidades



O povo do lobo trazia consigo misteriosas particularidades. Almas livres, o viam como lobo e quando desprovido dos pelos, o viam como um menino. Mas a mais notada por todos. É que desprovido dos falsos medos, diziam ser realmente um homem.

Joakim Antonio 


Imagem: Wolf by Owlivia

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Liberdade vigiada



Nossa liberdade é vigiada
acompanhada de perto
colocada no lugar a tapa
com ordens diretas

"Sente na cadeira e fique quieto
sua voz de tempestade
abala o vazio
do meu deserto"

"Não consigo pensar direito
com seu grito de menino
refletindo constantemente
o quanto estou velho"

Nossa liberdade é vigiada
acompanhada de perto
por mestres antigos
dum passado abjeto


Joakim Antonio



Imagem: 
Freedom is restricted  by AbedArslan86

sábado, 10 de agosto de 2013

O centenário grapiúna - Descortinando Jorge Amado (escritor)


Óia lá, lá vem o bom baiano, vem andando sem pressa, nos seus, também bons, cem anos; traz lápis e papel na mão, já na cabeça, chapéu panamá e pura inspiração. Sabe de onde ele vem, vem de um grande país, O País do CarnavalCacauSuor e lágrimas, de sincretismo religioso, onde vive o misterioso Jubiabá.

Esse bom baiano é mestre das águas, já navegou pelo Mar morto, guiando Capitães da areia e declamando poesias, apresentando a eles A estrada do mar. Ele sabe de cor o ABC de Castro Alves e também luta, assim como O cavaleiro da esperança, daqui até essas Terras do Sem-Fim, chegando a São Jorge dos Ilhéus e passando pela Bahia de Todos os Santos, que ele conhece como a palma da mão. Apresentando os lutadores da Seara vermelha, buscadores de melhores condições de vida, ganhando o pão diário e buscando O amor do soldado, que não é viver em guerra e sim buscar O mundo da paz, seja aos olhos de todos, ou percorrendo Os subterrâneos da liberdade.

Apreciador da beleza feminina, nunca nos deixou esquecer Gabriela, cravo e canela, menina brejeira e simples, que é leve como a brisa e forte como o furacão. Talvez sabendo que se eternizaria, não tinha medo de falar da morte, em especial, A morte e a morte de Quincas Berro d'Água.

Era amigo de todos, entre eles, os capoeiras do terreiro, Os velhos marinheiros ou o capitão de longo cursoOs pastores da noite e O Compadre de Ogum, talvez até esse último tenha notado primeiro, o que havia entre Dona Flor e Seus Dois Maridos. Também fez vários amigos na Tenda dos milagres, onde, a boca pequena, corria a história de Teresa Batista cansada de guerra.

Grande observador da vida sempre dizia a sua filha, “O mundo só vai prestar, para nele se viver, no dia em que a gente ver casar, O gato Malhado e a andorinha Sinhá. Saindo os dois a voar, o noivo e sua noivinha, Dom Gato e Dona Andorinha.”; já para os adultos, adorava contar a volta e as reviravoltas que causara Tieta do Agreste, inclusive para seus pares da academia, mesmo não gostando de usar o que lá era moda, a Farda, fardão, camisola de dormir, que lá era obrigatória.

Desejava a todos, liberdade de ser, assim como a natureza e, Do recente milagre dos pássaros, tudo sabia o grande homem do litoral, que nunca deixaria de ser O menino grapiúna, que se alegra e ri alto, de histórias divertidas como A bola e o goleiro, que lhe tiravam do universo sombrio da Tocaia grande, fazendo com que espairece-se e não pensasse em nada mais, não se preocupando nem com O sumiço da santa.

Gostava de lembrar-se dos bons tempos, da Navegação de cabotagem, e puxar conversa sobre a cultura árabe, que ele chamava de A descoberta da América pelos turcos, influenciando não só a cultura baiana e brasileira, mas também o mundo, se houvesse tempo, falaria sobre O milagre dos pássaros, histórias da Hora da Guerra, que só ele sabia contar.

No final, nenhuma história acabou, ninguém morreu, alguns choraram, mas todos, sem exceção, sorriram por poderem se deliciar com as histórias do grande, ou melhor, eterno grapiúna; que trazia no nome, um delicioso destino.

Parabéns Amado Jorge e obrigado!

(Texto em comemoração ao centenário de Jorge Amado, em 2012.)



Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Momento de ternura




Um momento de ternura, nos olhos de todos, candura. Há um brilho alegre no próprio ar, iluminando o momento, há braços entendidos, querendo sentir um pouco de si, bem ali.

Uma anciã entra no recinto, o coração de todos bate mais forte e o dela, infinitamente preenchido de amor, vê em carne e osso a continuação de seu amor. Ela vê, nos braços da rainha da sala, um novo príncipe, vê no olhar de cada um, o que sempre pregou e quis, paz e alegria. Por um momento, relembra uma vida inteira, que naquele instante torna-se presente, passando do braços da mãe para os seus.

A neta diz, "Ele dorme com os braços nessa posição.", o tio pensa quê, quando o cara é guerreiro, dorme com a guarda em alerta, pensa também que como todo brasileiro, com certeza é um guerreiro. Venceu nove meses e continuará, vencendo cada dia, essa batalha de vitórias e derrotas, buscando ser um exímio equilibrista em cima desse fio que chamamos vida.

A doce anciã, continua com ele nos braços, a face rosada dos dois, grita vida e ambos, ostentam um leve sorriso nos lábios.

A família cresceu, eis aqui mais um paulistano, eis aqui mais um guerreiro, eis aqui Thiago, o filho, da filha, da filha e Dona Luzia, agora é Bisa!


Joakim Antonio 


(O nome Tiago deriva do latim Iacobus, que por sua vez é uma latinização do nome hebreu Ya'akov (יעקב) ou Jacó. Jacó ou Jacob (em hebraico: יעקב, transl. Yaʿaqov, em árabe: يعقوب, transl. Yaʿqūb), também conhecido como Israel (em hebraico: יִשְׂרָאֵל, transl. Yisraʾel; em árabe: اسرائيل, transl. Isrāʾīl), foi o terceiro patriarca da bíblia.)



Imagem: Thiago Miguel by Joakim Antonio

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O centenário grapiúna - Descortinando Jorge Amado (escritor)


Oia lá, lá vem o bom baiano, vem andando sem pressa, nos seus, também bons, cem anos; traz lápis e papel na mão, já na cabeça, chapéu panamá e pura inspiração. Sabe de onde ele vem, vem de um grande país, O País do Carnaval, Cacau, Suor e lágrimas, de sincretismo religioso, onde vive o misterioso Jubiabá.

Esse bom baiano é mestre das águas, já navegou pelo Mar morto, guiando Capitães da areia e declamando poesias, apresentando a eles A estrada do mar. Ele sabe de cor o ABC de Castro Alves e também luta, assim como O cavaleiro da esperança, daqui até essas Terras do Sem-Fim, chegando em São Jorge dos Ilhéus e passando pela Bahia de Todos os Santos, que ele conhece como a palma da mão. Apresentando os lutadores da Seara vermelha, buscadores de melhores condições de vida, ganhando o pão diário e buscando O amor do soldado, que não é viver em guerra e sim buscar O mundo da paz, seja aos olhos de todos, ou percorrendo Os subterrâneos da liberdade.

Apreciador da beleza feminina, nunca nos deixou esquecer Gabriela, cravo e canela, menina brejeira e simples, que é leve como a brisa e forte como o furacão. Talvez sabendo que se eternizaria, não tinha medo de falar da morte, em especial, A morte e a morte de Quincas Berro d'Água.

Era amigo de todos, entre eles, os capoeiras do terreiro, Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso, Os pastores da noite e o O Compadre de Ogum, talvez até esse último tenha notado primeiro, o que havia entre Dona Flor e Seus Dois Maridos. Também fez vários amigos na Tenda dos milagres, onde, a boca pequena, corria a história de Teresa Batista cansada de guerra.

Grande observador da vida sempre dizia a sua filha, “O mundo só vai prestar, para nele se viver, no dia em que a gente ver casar, O gato Malhado e a andorinha Sinhá. Saindo os dois a voar, o noivo e sua noivinha, Dom Gato e Dona Andorinha.”; já para os adultos, adorava contar a volta e as reviravoltas que causara Tieta do Agreste, inclusive para seus pares da academia, mesmo não gostando de usar o que lá era moda, a Farda, fardão, camisola de dormir, que lá era obrigatória.

Desejava a todos liberdade de ser, assim como a natureza e, Do recente milagre dos pássaros, tudo sabia o grande homem do litoral, que nunca deixaria de ser O menino grapiúna, que se alegra e ri alto, de histórias divertidas como A bola e o goleiro, que lhe tiravam do universo sombrio da Tocaia grande, fazendo com que espairecesse e não pensasse em nada mais, não se preocupando nem com O sumiço da santa.

Gostava de lembrar-se dos bons tempos, da Navegação de cabotagem, e puxar conversa sobre a cultura árabe, que ele chamava de A descoberta da América pelos turcos, influenciando não só a cultura baiana e brasileira, mas também o mundo, se houvesse tempo, falaria sobre O milagre dos pássaros, histórias da Hora da Guerra, que só ele sabia contar.

No final, nenhuma história acabou, ninguém morreu, alguns choraram, mas todos, sem exceção, sorriram por poderem se deliciar com as histórias do grande, ou melhor, eterno grapiúna; que trazia no nome um delicioso destino.

Parabéns, Amado Jorge e obrigado!




Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

sábado, 17 de abril de 2010

Agradecendo


Era um menino gordinho, mas não a ponto de ser obeso, diziam que era fortinho e digamos que estava de sobrepeso. Como todos de sua idade não dispensava um brinquedo, gostava mais dos de madeira, porque por suas mãos eram feitos. Alguns eram bem simples, na verdade simples até demais, duas ripas pregada em cruz eram o avião de um ás. Adorava bolinhas de sabão pois era fácil obtê-las, precisava de apenas um arame em forma da letra pê,  um pouquinho de OMO e o ar dos pulmões para fazê-las. Um dia disse a mãe que queria ser lixeiro, ela até tentou dissuadi-lo, mas quem conhece teimosia de criança entende o porquê dela ter desistido. A mãe sempre dizia para não pular em cima da cama, mas como iria dar pulos acrobáticos brigando com seus amigos imaginários e além do mais nunca quebrou um osso, apenas uns cinco estrados. Chorou muito, mas muito mesmo, quando aquilo aconteceu, acho que quase a água do corpo inteiro, no dia que seu pai morreu, mas sorriu muito, muito mesmo, com as lembranças que ele lhe deu. Gostava de fantasiar aventuras e cenas de cinema, que readaptava com seus amigos, encenavam e quando juntam-se de novo, sempre riem-se uns dos outros, relembrando apenas coisas alegres, nunca desgostos. Sempre achou e ainda acha engraçado, quando as pessoas comentam que era alegre com muito pouco, porque até hoje o menino acha que sempre teve mais do que precisava.

"Nós temos mania de reclamar só do que não tivemos e nos esquecemos de agradecer pelo tudo que ainda temos."



Joakim Antonio

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Manufatura




Colos - Publicado no Manufatura  - Literatura feita de maneira artesanal


" ...Quero além de amante
ombro amigo

Quando eu virar criança
fitando teus olhos
quero muito
colo

E ao olhar de novo
protegido... "


Leia o restante no Manufatura: CLIQUE AQUI E não deixe de ler os outros manufatores, cada dia uma nova e boa leitura, assino embaixo!


Joakim Antonio


Obrigado a Rodrigo Domit pelo convite, você me encontra todo dia 11 no Manufatura

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Múltiplos


Quando ela apareceu seu mundo ficou diferente

O olhos do menino brilharam
ao ver outra menina para brincar

A cabeça do adolescente pirou
querendo a adolescente impacientemente

O coração do homem acelerou
ao entrar a mulher que abriu suas portas

A boca do lobo salivou
sentindo uma comida saborosa

O príncipe se animou
com a princesa para acordar

Sua alma se alegrou
com outra alma pra amar

Quando ela apareceu o autor ficou contente

Afinal qual não gosta de ter uma
que são várias diferentes

E todos seus personagens amaram loucamente...

Joakim Antonio

domingo, 24 de janeiro de 2010

Porque escrevo


No começo apenas falava, nada escrevia, isso muito antes de você me conhecer, e tudo que eu pensava e dizia era tentando encontrar você.
Quando você me conheceu já escrevia, eram textos, frases, poesias, mensagens para amigos e amigas, muita coisa se perdia nos recados que mandava.
Então esse espaço foi criado, apenas com a pretensão de guardar um pouco disso tudo, um pouquinho do meu mundo, mesmo assim eu não ligava.
Como diz a música "Você apareceu do nada" e desse nada surgiu tudo, surgiu um  novo mundo onde nós conversávamos.
De conversa em conversa a janela foi ficando pequena, não cabia mais a gente, e mais do que de repente se deram conta do que acontecia.
Quando um falava o outro completava, o que um dizia o outro repetia, no mesmo momento, às vezes um sinônimo, muitas vezes a mesma palavra.
E tudo passou a ser sobre nós, o filme , a novela, os poemas que líamos navegando juntos, as histórias não eram mais dos outros, sobre os outros, as histórias eram nossas.
Então aquele homem que você conheceu, não se sentia mais menino, aquele homem se sentia completo, mesmo de longe, as mentes se uniram e viraram um só universo.

Hoje em dia não escrevo apenas por escrever, então surge a pergunta, você escreve porque?

Porque depois de você o verbo me rasga a carne e sai, as vezes até machucando, me ferindo tanto de tão grande que é, muito maior do que eu; e não cabendo, as vezes sai pelos poros em forma de suor e meu cheiro fala por mim, outras vezes me vem em forma de lágrimas de coisas ditas, feitas e não feitas, e cada lágrima que rola é uma vírgula da história.
Há momentos em que o verbo vem tão depressa, que a boca  nada pronuncia e se abre num sorriso, que diz tudo pra você. Muitas vezes meus olhos, como você diz, nem piscam e parece que estou olhando dentro dos seus poros e é verdade, porque na realidade, olho dentro de você; e meus olhos falam com os seus.
E por isso me emocionava, quando li o livro, falei de nossos planos, mas principalmente quando dormi e acordei, porque ao olhar pro lado, o sonho do homem, menino, poeta, bobo, maluco, palhaço, estava ali ao alcance das mãos e fazendo com que o poeta pudesse escrever nas estrelas.

Hoje em dia escrevo, porque o verbo não é somente meu, porque histórias como essa, não podem ficar em gavetas, ela pede para sair e viajar, para além de nós, de boca em boca, de página em página sendo escrita até num pedaço de papel.

Escrevo porque seu amor me inspira e as palavras, saem mais bonitas, quando penso em você!

TE AMO RÊ

Joakim Antonio

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...