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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Polemizando - Descortinando Bruno Tolentino (poeta)



Quando leio versos que divergem por não convergirem aos interesses, quando leio polêmicas causadas por  prosas que ousaram falar mal da rosa, quando ouço palavras que contradizem o pensamento vigente da cena cultural engessada e repaginada, eu começo a contestar meus poemas engavetados e debater com meus textos, na vã tentativa de chegar a um consenso de porque eu deveria tentar publicar palavras avessas ao clero, quase endeusado, que manda e desmanda apontando o dedo para debaixo das asas e dizendo, "Esse poeta é maravilhoso.", enquanto aponta o dedo para o povo e diz, "Venham a mim todos que concordam, pois esses talvez, quem sabe e por sorte, serão publicados."

Eu olho para o passado e vejo apenas um abaixo-assinado autografado, como fosse quadro a ser leiloado no futuro e com a esperança de que ao colocar o nome de um poeta no cabeçalho, houvesse a possibilidade dele ser abaixo-assassinado por palavras, parece que se esqueceram do que tanto pregavam e do ditado que diz que ao apontar um dedo para alguém, contra você apontam três.

Mas grandes poetas trazem consigo um vírus feito de palavras que se espalham e têm o poder de transformar outros em poetas também, o triste é que há mais vozes por ele depois de ter partido, não por terem ficado calados, mas por a música ser tão alta que não puderam ser ouvidos.


Joakim Antonio


RESPONSABILIDADES - Bruno Tolentino

Ah, o país dos poetas! Quanto mais
improvável aqui, no pobre agora
dos desastres morais, quanto mais fora
das probabilidades do fugaz,
quanto mais sujo, mais doente, mais
esquecidiço, quanto mais demora
a aparecer esse país, a hora
de defender-lhe as torres ancestrais,
as coisas que fundaram esta linguagem,
ou a replantaram aqui nesta paisagem
insultada mas certa do que é,
a hora de erigir-se alguma fé
faz-se mais clara e cheia de coragem
que obriga a não ceder, a fincar pé!


Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1940 — São Paulo, 27 de junho de 2007) foi um poeta brasileiro.
Vida e obra

Nascido em 1940, numa tradicional família carioca, conviveu desde criança com intelectuais e escritores próximos à família, entre eles Cecília Meireles (a quem o poeta sempre se referiu carinhosamente como Tia Cecília), Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto. Primo do crítico literário brasileiro Antonio Candido e da crítica teatral Bárbara Heliodora, seu trisavô, Antônio Nicolau Tolentino, foi conselheiro do Império e fundador da Caixa Econômica Federal. Foi instruído em inglês e francês ao mesmo tempo de sua alfabetização no português.

Bruno Tolentino recebeu o Prêmio Jabuti três vezes pelos livros "As horas de Katharina" em 1995, "O mundo como ideia" em 2003 e "Imitação do amanhecer" em 2007. "A balada do cárcere", recebeu os prêmios Cruz e Souza de poesia, em 1996, e o Abgar Renault, em 1997.

Em 2003 recebeu o Prêmio José Ermírio de Moraes da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Era considerado polêmico e em entrevista a Revista Veja, criticou Caetano Veloso, Chico Buarque. Trocou ofensas com críticos literários do Brasil e professores de filosofia da USP.

Livros publicados

  • Anulação e outros reparos (São Paulo: Massao Ohno, 1963)
  • Le vrai le vain (Paris: Actuels, 1971)
  • About the hunt (Oxford: OPN, 1979)
  • As horas de Katharina (São Paulo: Companhia das Letras, 1994)
  • Os deuses de hoje (Rio de Janeiro: Record, 1995)
  • Os sapos de ontem (Rio de Janeiro: Diadorim, 1995)
  • A balada do cárcere (Rio de Janeiro: Topbooks, 1996)
  • O mundo como Ideia (São Paulo: Globo, 2002)
  • A imitação do amanhecer (São Paulo: Globo, 2006)

Citações sobre sua obra

(Publicadas na edição de "As Horas de Katharina", Companhia das Letras)

"Um dos melhores poetas da atualidade, ele é sem dúvida um 'daqueles poucos' que fazem a cultura de uma época." (Yves Bonnefoy)

"Há muitos anos admiro em Bruno Tolentino um poeta de raro talento respaldado por uma vasta cultura, que abrange diversas línguas e diversas literaturas. Tanto esse conhecimento como essa experiência fazem da sua uma das mentes mais bem equipadas para abordar o problema da poesia em nosso tempo." (Jean Starobinski)

"Seus poemas exalam uma dor tão justa que só sua perfeição formal torna suportável." (Saint-John Perse)


Para saber mais:

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Polemizando - Descortinando Bruno Tolentino (poeta)



Quando leio versos que divergem por não convergirem aos interesses, quando leio polêmicas causadas por  prosas que ousaram falar mal da rosa, quando ouço palavras que contradizem o pensamento vigente da cena cultural engessada e repaginada, eu começo a contestar meus poemas engavetados e debater com meus textos, na vã tentativa de chegar a um consenso de porque eu deveria tentar publicar palavras avessas ao clero, quase endeusado, que manda e desmanda apontando o dedo para debaixo das asas e dizendo, "Esse poeta é maravilhoso.", enquanto aponta o dedo para o povo e diz, "Venham a mim todos que concordam, pois esses talvez, quem sabe e por sorte, serão publicados."

Eu olho para o passado e vejo apenas um abaixo-assinado autografado, como fosse quadro a ser leiloado no futuro e com a esperança de que ao colocar o nome de um Poeta no cabeçalho, houvesse a possibilidade dele ser abaixo-assassinado por palavras, parece que se esqueceram do que tanto pregavam e do ditado que diz que ao apontar um dedo para alguém, contra você apontam três.

Mas grandes poetas trazem consigo um vírus feito de palavras que se espalham e têm o poder de transformar outros em Poetas também, o triste é que há mais vozes por ele depois de ter partido, não por terem ficado calados, mas por a música ser tão alta que não puderam ser ouvidos.


Joakim Antonio


RESPONSABILIDADES - Bruno Tolentino

Ah, o país dos poetas! Quanto mais
improvável aqui, no pobre agora
dos desastres morais, quanto mais fora
das probabilidades do fugaz,
quanto mais sujo, mais doente, mais
esquecidiço, quanto mais demora
a aparecer esse país, a hora
de defender-lhe as torres ancestrais,
as coisas que fundaram esta linguagem,
ou a replantaram aqui nesta paisagem
insultada mas certa do que é,
a hora de erigir-se alguma fé
faz-se mais clara e cheia de coragem
que obriga a não ceder, a fincar pé!


Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1940 — São Paulo, 27 de junho de 2007) foi um poeta brasileiro.
Vida e obra

Nascido em 1940, numa tradicional família carioca, conviveu desde criança com intelectuais e escritores próximos à família, entre eles Cecília Meireles (a quem o poeta sempre se referiu carinhosamente como Tia Cecília), Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto. Primo do crítico literário brasileiro Antonio Candido e da crítica teatral Bárbara Heliodora, seu trisavô, Antônio Nicolau Tolentino, foi conselheiro do Império e fundador da Caixa Econômica Federal. Foi instruído em inglês e francês ao mesmo tempo de sua alfabetização no português.

Bruno Tolentino recebeu o Prêmio Jabuti três vezes pelos livros "As horas de Katharina" em 1995, "O mundo como ideia" em 2003 e "Imitação do amanhecer" em 2007. "A balada do cárcere", recebeu os prêmios Cruz e Souza de poesia, em 1996, e o Abgar Renault, em 1997.

Em 2003 recebeu o Prêmio José Ermírio de Moraes da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Era considerado polêmico e em entrevista a Revista Veja, criticou Caetano Veloso, Chico Buarque. Trocou ofensas com críticos literários do Brasil e professores de filosofia da USP.

Livros publicados

  • Anulação e outros reparos (São Paulo: Massao Ohno, 1963)
  • Le vrai le vain (Paris: Actuels, 1971)
  • About the hunt (Oxford: OPN, 1979)
  • As horas de Katharina (São Paulo: Companhia das Letras, 1994)
  • Os deuses de hoje (Rio de Janeiro: Record, 1995)
  • Os sapos de ontem (Rio de Janeiro: Diadorim, 1995)
  • A balada do cárcere (Rio de Janeiro: Topbooks, 1996)
  • O mundo como Ideia (São Paulo: Globo, 2002)
  • A imitação do amanhecer (São Paulo: Globo, 2006)

Citações sobre sua obra

(Publicadas na edição de "As Horas de Katharina", Companhia das Letras)

"Um dos melhores poetas da atualidade, ele é sem dúvida um 'daqueles poucos' que fazem a cultura de uma época." (Yves Bonnefoy)

"Há muitos anos admiro em Bruno Tolentino um poeta de raro talento respaldado por uma vasta cultura, que abrange diversas línguas e diversas literaturas. Tanto esse conhecimento como essa experiência fazem da sua uma das mentes mais bem equipadas para abordar o problema da poesia em nosso tempo." (Jean Starobinski)

"Seus poemas exalam uma dor tão justa que só sua perfeição formal torna suportável." (Saint-John Perse)


Para saber mais:

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quem somos


Quem é o escritor. Quem é o leitor. Quem somos, além de variáveis da escrita, adaptáveis a vida. Lendo eu, quando escrevo você, descobrindo você, quando lê, eu.

Será que algum dia alguém escreverá, perfeitamente, sobre uma vida. Poderá alguém, igualmente, não se ler. Serão as letras apenas divãs, onde, ao se escrever raízes, não se leia passado.

Escritas perenes não possuem tempo, justamente por lembrarem, sempre, a nós. Por deixar abstrato e simbólico, o nosso eu, a ser interpretado e co-criado por qualquer leitor.

Quando escrevo que algo aconteceu, pode-se ler o inesperado, mas algo sempre acontecerá, então nada há de ousado na espera e sim, no agir. Sabendo disso, mesmo que inconscientemente, agimos lendo, sendo, personagem e autor, de qualquer história.

Seguindo esse princípio, poderíamos nos alongar por horas de prosa, infinitude de versos, entre contos e crônicas, dessa vida a dois, desse casamento que sempre haverá, no romance, entre autor e leitor.

Mas sempre ficará a dúvida, ao relermos um texto, do porquê, alguns pontos da história mudarem. Será que lemos, em um novo momento, e finalmente, o que o autor escreveu, ou continuo lendo, apenas, eu.



Joakim Antonio



Imagem: Who are you by Scribthetreehugger

sábado, 12 de novembro de 2011

Polemizando - Descortinando Bruno Tolentino (poeta)



Quando leio versos que divergem por não convergirem aos interesses, quando leio polêmicas causadas por  prosas que ousaram falar mal da rosa, quando ouço palavras que contradizem o pensamento vigente da cena cultural engessada e repaginada, eu começo a contestar meus poemas engavetados e debater com meus textos, na vã tentativa de chegar a um consenso de porque eu deveria tentar publicar palavras avessas ao clero, quase endeusado, que manda e desmanda apontando o dedo para debaixo das asas e dizendo, "Esse poeta é maravilhoso.", enquanto aponta o dedo para o povo e diz, "Venham a mim todos que concordam, pois esses talvez, quem sabe e por sorte, serão publicados."

Eu olho para o passado e vejo apenas um abaixo-assinado autografado, como fosse quadro a ser leiloado no futuro e com a esperança de que ao colocar o nome de um Poeta no cabeçalho, houvesse a possibilidade dele ser abaixo-assassinado por palavras, parece que se esqueceram do que tanto pregavam e do ditado que diz que ao apontar um dedo para alguém, contra você apontam três.

Mas grandes poetas trazem consigo um vírus feito de palavras que se espalham e têm o poder de transformar outros em Poetas também, o triste é que há mais vozes por ele depois de ter partido, não por terem ficado calados, mas por a música ser tão alta que não puderam ser ouvidos.


Joakim Antonio


RESPONSABILIDADES - Bruno Tolentino

Ah, o país dos poetas! Quanto mais
improvável aqui, no pobre agora
dos desastres morais, quanto mais fora
das probabilidades do fugaz,
quanto mais sujo, mais doente, mais
esquecidiço, quanto mais demora
a aparecer esse país, a hora
de defender-lhe as torres ancestrais,
as coisas que fundaram esta linguagem,
ou a replantaram aqui nesta paisagem
insultada mas certa do que é,
a hora de erigir-se alguma fé
faz-se mais clara e cheia de coragem
que obriga a não ceder, a fincar pé!


Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1940 — São Paulo, 27 de junho de 2007) foi um poeta brasileiro.
Vida e obra

Nascido em 1940, numa tradicional família carioca, conviveu desde criança com intelectuais e escritores próximos à família, entre eles Cecília Meireles (a quem o poeta sempre se referiu carinhosamente como Tia Cecília), Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto. Primo do crítico literário brasileiro Antonio Candido e da crítica teatral Bárbara Heliodora, seu trisavô, Antônio Nicolau Tolentino, foi conselheiro do Império e fundador da Caixa Econômica Federal. Foi instruído em inglês e francês ao mesmo tempo de sua alfabetização no português.

Bruno Tolentino recebeu o Prêmio Jabuti três vezes pelos livros "As horas de Katharina" em 1995, "O mundo como ideia" em 2003 e "Imitação do amanhecer" em 2007. "A balada do cárcere", recebeu os prêmios Cruz e Souza de poesia, em 1996, e o Abgar Renault, em 1997.

Em 2003 recebeu o Prêmio José Ermírio de Moraes da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Era considerado polêmico e em entrevista a Revista Veja, criticou Caetano Veloso, Chico Buarque. Trocou ofensas com críticos literários do Brasil e professores de filosofia da USP.

Livros publicados

  • Anulação e outros reparos (São Paulo: Massao Ohno, 1963)
  • Le vrai le vain (Paris: Actuels, 1971)
  • About the hunt (Oxford: OPN, 1979)
  • As horas de Katharina (São Paulo: Companhia das Letras, 1994)
  • Os deuses de hoje (Rio de Janeiro: Record, 1995)
  • Os sapos de ontem (Rio de Janeiro: Diadorim, 1995)
  • A balada do cárcere (Rio de Janeiro: Topbooks, 1996)
  • O mundo como Ideia (São Paulo: Globo, 2002)
  • A imitação do amanhecer (São Paulo: Globo, 2006)

Citações sobre sua obra

(Publicadas na edição de "As Horas de Katharina", Companhia das Letras)

"Um dos melhores poetas da atualidade, ele é sem dúvida um 'daqueles poucos' que fazem a cultura de uma época." (Yves Bonnefoy)

"Há muitos anos admiro em Bruno Tolentino um poeta de raro talento respaldado por uma vasta cultura, que abrange diversas línguas e diversas literaturas. Tanto esse conhecimento como essa experiência fazem da sua uma das mentes mais bem equipadas para abordar o problema da poesia em nosso tempo." (Jean Starobinski)

"Seus poemas exalam uma dor tão justa que só sua perfeição formal torna suportável." (Saint-John Perse)


Para saber mais:

terça-feira, 20 de julho de 2010

Classificados da Amizade

Oferece-se

Amigo para quando achar que nada está dando certo, para conselhos que nem ele segue, mas são os que você precisa ouvir, dizer besteiras que faz pensar como se tornaram amigos ou simplesmente para relaxarem juntos e passarem bons momentos.

                                                                      

Procura-se

Amigo que não tenha medo do desconhecido, nem de proximidade de mais amigos, que alegre-se com o sucesso do outro, pois entende que quando o ser humano vence, todos nós vencemos. Não é necessário saber nadar, nos mares da adversidade, aprenderemos juntos.

                                                                     

Vagas abertas


Curso de aperfeiçoamento, onde se vivenciarão situações que colocam à prova as amizades. Aulas práticas de reencontros e abraços, situações tristes e alegres, perdão e recomeço. Aula bônus - Como gravar amizades em pedra. Duração: A vida inteira.


                                                                      

Notícia de última hora

Capturada foto de nuvem confirmando, que a partir de hoje o tempo estará bom para novas amizades!




Hoje, 20 de julho, se comemora o dia internacional do amigo. A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, durante um ano, o argentino divulgou o lema:

"Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".


Não precisamos de datas para comemorar uma amizade, mas já que ela existe.

Feliz dia do amigo e da amizade para todos!

"E com certeza eu posso dizer que sem amigos como vocês, a vida seria apenas silêncio"  - Joakim Antonio

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Força da natureza


Mulher é tempestade que chega, trazendo em seu íntimo, forças incomensuráveis.

Tempestade de raios que se espalha, onde passa deixa seu rastro, onde cai finca sua marca e somente o homem sem medo do trovão, poderá usufruir dessa força mutável que ao atingir-nos, para o coração por um ínfimo e no instante seguinte nos energiza, nos enfeitiça.

Possuídos, sentimos quando é brisa a chegar e ansiamos mais que a calmaria, queremos furacão a nos tomar, pois após sentirmos o gosto dela, desejamos sempre, mas não para tê-la como posse, não para exibi-la ao pobres, que por falta de espírito não tiveram a mesma sorte, não ousaram molhar-se na tempestade, desejaram a brisa suave, em vão, pois se assustam e tremem com o barulho do trovão.

Eu quero ela sempre tempestade, de manhã ao cair da tarde, porque só quem entra no furacão, descobre que andando junto ao seu centro, fará parte dela e terá eternos e ternos bons momentos. 


Joakim Antonio


Força da natureza - Publicado 11 de julho de 2010 no Manufatura - Literatura feita de maneira artesanal.
CLIQUE AQUI para ler os outros manufatores, cada dia uma nova e boa leitura!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fotografando


Câmera antiga em minhas mãos
apontada direto para cabeça
fotografou diversas lembranças
primeiros passos e caretas

Câmera antiga em minhas mãos
apontada diretamente ao ouvido
fotografou sons interessantes
altos e baixos, choros e risos

Câmera antiga em minhas mãos
apontada em direção aos pés
fotografou caminhos antigos
terra vermelha e igarapés

Câmera antiga em minhas mãos
apontada na direção do olhar
fotografou o primeiro sorriso
dado à mulher que o faz brilhar

Câmera antiga em minhas mãos
apontada e colada ao coração
fotografou uma costura perfeita
com pedaço de outro coração


Joakim Antonio

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Aos amigos


Algumas pessoas são nuvens que trazem sua chuva nos refrescando quando preciso, outras são nuvens que encobrem o sol, umas para que ele não nos queime a pele e nem nos cegue com seu brilho, outras pensando apenas em encobri-lo, há também as que são apenas nuvens que passam rápido sem nem deixar rastros.

Mas há pessoas que decidem ser o céu e como ele, estão sempre presentes, você não precisa vê-las para saber que são amigas, mesmo que não se encontrem por décadas, quando encontrarem-se terão sorriso estampado no rosto e palavras deliciosas, ombro amigo e abraço gostoso, chegam como céu azul e limpo em todo seu explendor, afinal elas lhe tratam com amor.

No meu mundo há céu limpo ou com nuvens, escuro ou claro, conforme o momento vivido, a hora escolhida ou o dia do calendário, mas sempre há lugar para antigos e novos amigos, risadas compartilhadas, ideias geradas por você, por mim e também por nós, escrevendo sempre novas histórias.

Nesse momento alguns podem querer saber, e você, é nuvem ou céu, qual dos dois e que tipo ele será?

Nesse mundo virtual e real de amigos presentes, ausentes, concretos e invisíveis, de palavras novas, antigas e repetidas, onde sei que na vida na verdade somos espelhos, onde o outro reflete até nossos mais íntimos desejos, minhas ideias tornam-se casa, transformam-se em mundo, fazendo morada e enquanto todos são nuvem ou céu, no meu mundo eu sou água.

Cada vez que você lê algo aqui e pensa, isso parece que é para mim, é porque realmente, nesse momento, isso é para você, como a água eu reflito o que me dão, não importa se é mente ou coração, eu reflito as nuvens e o céu, eu reflito você.

Gostaria de dizer obrigado a cada um de vocês, que retornam, que comentam ou comentaram, no blog ou para alguém, aos que passam silenciosamente, mas vivem presentes e à você que está lendo pela primeira vez. Devo dizer também que há muitos planos para serem colocados em prática, mas sempre que nos encontrarmos, espero que se sintam em casa.


"Se uma única palavra minha abrir um sorriso nos lábios de quem lê, terá valido a pena escrever!"

Joakim Antonio

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dieta diferente


Está chegando a hora do almoço e sinto minha fome crescer, quanto mais como, mais quero comer. Sabe quando há um vazio que chega a doer e que te dá desespero na hora de comer? Nessas horas você não come, devora, um verdadeiro morto de fome ou pelo menos, tem medo de vir a ser.

Maldito momento em que comecei essa nova dieta, pois não sabia, que a fome em vez de diminuir aumentaria. Calculada precisamente, tudo separado, cada dia um bocado, sem repetição, a não ser que fosse gostosa demais, aí meus amigos, deixo até alguns afazeres só para degustar melhor. Se eu não a visse talvez até me seguraria, mas me entendam, por favor, ela fica me olhando, chamando, às vezes juro que pisca para mim e diz, vem, me pega, me devora agora, me degusta em voz alta, para que todos saibam que está a me comer.

Agora mesmo, estou acabando esse texto correndo e se entrar alguém no próximo momento, irá me pegar no flagra, no meio do ato e mesmo se isso acontecer, não paro, pego ela nos braços e me dirijo pro quarto, onde é muito mais tranquilo ler.

Bendita hora que decidi ler um autor por dia, agora peço licença a vocês, é hora do almoço e eu vou comer!

Joakim Antonio  

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Um novo espetáculo


A cada manhã o sol descortina um novo dia cheio de oportunidades, mas temos que ficar atentos, prestar atenção nos sons à nossa volta, ler as entrelinhas dos acontecimentos e usar um olhar diferente. Olhar de criança que nunca perde a esperança em realizar e ter, tudo que possa imaginar. Tudo é novo, tudo é brinquedo e todos são amigos e parceiros no brincar. Eles brincam, brigam, rolam no chão, choram e fazem as pazes, e a cada novo dia, estão prontos a desvendar a mágica da vida que alguns de nós conseguiram esquecer. E assim seguimos a vida, acreditando que a felicidade é uma utopia e contos de fadas até existem, mas são muito raros de acontecer.

Tem que ter sorte, você irá dizer, e eu sou obrigado a concordar com você, a diferença é que sei que a sorte acompanha os valentes, os que estão na linha de frente e dão a cara a bater, fazem coisas que eram inimagináveis e por isso mesmo fazem o mundo acontecer.

Um dia eles olharam para o mundo e viram algo que não gostaram, então decidiram fazer;

Um novo espetáculo!

Joakim Antonio




Imagem: Red curtain by Allfreedownload

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Falando de Amor

Falamos com palavras
Proseamos com movimentos
Movimentamos com o coração

Musica nem sempre é tudo
Silêncio nem sempre é nada
Histórias devem ser contadas

Em letras, músicas ou vídeos
Não importa a hora, o como, o dia
O que verdadeiramente importa

É que se revele a poesia!



Obrigado Preta Te Amo!

Joakim Antonio

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Superior Scribbler Award



"What is a Superior Scribbler? One who employs mad skillz to communicate in this crazy, crazy world. Who pontificates, explains, memorializes & entertains. Who has a funny bone & is not afraid to use it. Whose cyber-crib we return to again & again, because it just feels right."
~ Melissa B. - The Scholastic Scribe ~

Devo repassá-lo seguindo as seguintes regras:
  • Cada Superior Scribbler (SS) deve passar o prêmio para 5 amigos que tenham merecimento
  • Cada SS deve linkar o autor e nome do blog de quem ele recebeu o prêmio.
  • Cada SS deve exibir o prêmio em seu blog e disponibilizar o link para o Post Original que explica o prêmio
  • Cada SS é convidado a visitar o post que explica a atribuição do prêmio e deixar um comentário, adicionando assim o seu nome à Mr. Linky List. Lá eles mantém uma lista atualizada de todos que receberam o prêmio. 
  • Cada SS deve colocar essas regras no seu blog.

Repassando para os amigos:

Aldemir Bispo - Ou como digo um BRASILEIRO. Sempre em busca do certo, dignidade é seu lema. Um amante da sua terra, como todos deveríamos ser. Conheça mais seu trabalho em A Amazônia e o Mundo. Acompanhe no Twitter @aldemirbispo.

Carmen Eugênio - Querida por todos, com muito conteúdo e sempre com palavras alegres. Descubra todas suas matizes em Carmen Eugênio e na sua coluna sobre artes Celebração das cores. Acompanhe no Twitter  @carmeneugenio.   

Hélia Barbosa - Ou Helinha para os amigos, escreve lindamente com o coração nos revelando sua bela essência em  Essencial e na sua coluna sobre a matemática da vida e sua história Prosa Assimétrica.Acompanhe no Twitter @heliabh.

Marília Borges - Grande amiga, observadora da vida e dos seus desdobramentos com uma característica impar, quando ela fala TODOS ouvem. Verdadeira Multimedia-Woman. Conheça todas as artes que permeiam seu Meridiano Digital. Acompanhe no Twitter @mariliaborges.

Paula Jácome - Sempre amável e atenciosa, tem alma de criança e escreve textos que descontraem nosso dia a dia. Pegue uma cadeira e tome um Chá entre amigas e veja também sua coluna sobre prazer nos relacionamentos Divinos Orgasmos. Acompanhe no Twitter @paulagcj.


"Na ausência, a verdadeira amizade não se enfraquece e o sorriso e abraço sincero do amigo é o maior presente do reencontro."


Joakim Antonio

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Múltiplos


Quando ela apareceu seu mundo ficou diferente

O olhos do menino brilharam
ao ver outra menina para brincar

A cabeça do adolescente pirou
querendo a adolescente impacientemente

O coração do homem acelerou
ao entrar a mulher que abriu suas portas

A boca do lobo salivou
sentindo uma comida saborosa

O príncipe se animou
com a princesa para acordar

Sua alma se alegrou
com outra alma pra amar

Quando ela apareceu o autor ficou contente

Afinal qual não gosta de ter uma
que são várias diferentes

E todos seus personagens amaram loucamente...

Joakim Antonio

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Prosa em Verso







Texto Publicado no site  Prosa em Verso - Coluna Visão Interior

.......Esse fato acima mostra mais uma faceta, que leva o escritor a mudanças em sua visão interior, do momento e até da sua vida; um contato com alguém pode lhe trazer novas ideias, sensações, emoções, prazerosas ou não.

Alterando-se a visão da parte, altera-se a percepção do todo!

O escritor trabalha com o coração, então tudo depende de onde seu coração está, se seus contatos lhe trazem tristeza, seu texto provocará lágrimas, devido à dor e ao aperto que o leitor sentirá, no próprio coração, já após conversar com contatos alegres, o texto parecerá carregado de magia e ao ler, seu coração se abrirá e todos notarão a alegria, pois fará surgir um sorriso ou até uma gargalhada – o sorriso que não pode ser contido.......

Leia o restante no Prosa em Verso: CLIQUE AQUI E não deixe de ler os outros colunistas, você se surpreenderá, assino embaixo!


Joakim Antonio


Obrigado a Tatiana Monteiro pelo convite e pelo carinho, com que trata a todos, da família Prosa em Verso.


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