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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ciências sensuais



Não tem diploma, nem como pegar cola. No intercurso poemas, no rosto toda prosa. Não há contas complicadas, dividir é natural. Não há conteúdo religioso, nela o sexo não é mau. Teorias são descartadas, experiências adquiridas. Ciências sensuais, tem ou não tem, é a vida.

Joakim Antonio

sábado, 3 de dezembro de 2016

Ao Deus dos encontros



Ao Deus dos encontros, que rechaça quem lhe para e aproxima quem precisa. À Deusa sem sobrenome, que aceita oferendas de beijos em noites quentes. Ao Protetor dos amantes, que abre os olhos do outro para quem dá e mata a fome. À Fada madrinha, que troca o lado do rosto, pra que o alvo seja outro na, não mais, despedida. Ao Anjo, com ou sem auréola, que une carne com carne, para ver a alegria na terra. À Santa perseguida, que se sabe liberta, soltando as amarras de quem quer amar.

Dai a todos, mais sexo e por consequência, aquele jeito sapeca, com fome no olhar.

Joakim Antonio


Imagem: Masuimi by Perrygallagher

domingo, 1 de maio de 2016

Cadê o ‪#‎sexo‬ que tava aqui?



Eu estava em um local e propositalmente não falei sobre sexo, o momento pedia, só pra ver quanto tempo ia demorar pra alguém se atrever a falar, nada aconteceu. Pode-se falar "sexo", usando amor como sinônimo, preferência da maioria. Mas usar a palavra sexo, meus deuses, que vergonha! Engraçado é que vencida a barreira, todos falam sobre tudo, sem vergonha alguma, pois faltava apenas a pessoa ver que pensar, fazer, falar sobre, como ela queria, também é ser normal. Como já coloquei em outro texto:

(...)Será possível alguém ainda achar ser segredo, que todos gostam de sexo pleno e bem feito? Sentimentos não devem ser represados, palavras necessitam ser ditas. Afinal existem milhares de ouvidos necessitando de carinho(...)

E corpos de sexo!

Joakim Antonio


Publicado originalmente em: https://www.facebook.com/poetajoakimantonio/


Imagem: Ayna by Yusufkaya

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Para sempre



Ninguém fica indiferente ao encontro com um poeta, salvo que ele não o seja em essência, mas apenas em palavra, carregando apenas um título herdado, roubado, comprado, etc., pois o poeta deve ter sido iniciado pela poesia. Então ela o protege, afaga, nutre e se desnuda, fazem sexo selvagem, unindo-se em espírito, alterando sua rota, abrindo caminhos invisíveis, culminando num casamento alquímico, um renascimento, ao qual, daquele momento em diante, passa a ter um novo nome. Após esse dia, mesmo que, por um lapso, queira, não há mais fuga, não há esconderijo, não há morte e sim, apenas vãs tentativas de consumar uma quase loucura, ao arremessar para longe o bumerangue que é seu novo nome, a partir desse dia, poeta é para sempre. 


Joakim Antonio


Imagem: Vodka by Sekerusta

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Beijos



Existem vários tipos de Beijo, com inúmeras variações e intensidade, desde apenas afetuosos e ternos, aos carregados de tesão com gosto de sexo e uma pitada de perversão!

Eu sou adepto do beijo de tirar o fôlego, o que é engraçado porque ele tira e, ao mesmo tempo, dá mais fôlego ainda, para continuarmos nos beijando não só com bocas e línguas e sim com o corpo inteiro.

Minha mente fica vazia nesses momentos, centrado apenas ali, focado no agora, onde parece que nossas bocas se transformam em uma só. Línguas dançando, percorrendo, lambendo, explorando, guiando, abrindo, entrando, saindo, penetrando...

Poderia dizer matando o desejo também, mas aí, estaria mentindo.

Um beijo verdadeiro não mata nada e sim deixa cada vez mais vivo, tornando-se ele mesmo um ato sexual em si, ou melhor, apenas o começo e um aperitivo do melhor que ainda está por vir!

Dizem que se o beijo é bom o sexo será bom também.

Discordo! Se o beijo é gostoso, o sexo na verdade será melhor ainda....

As mulheres já sabem disso há séculos. E vocês amigos?

Que tal parar de dar beijos mecânicos apenas para tentar tirar a roupa dela.

E sim beijar tão gostoso que faça ela querer tirar a roupa pra você!


Joakim Antonio


Imagem by Matthew Alan
Edição by ngominhhan

sábado, 15 de maio de 2010

Multifacetada



Cabelos molhados saindo do banheiro
ela possui a face do vento fresco
de mãos dadas a andar no parque
ela possui a face do sol da tarde
na cama em meio ao sexo e muito tesão
ela possui a face de um furacão

Em seu descanso dormindo quietinha
ela possui a face de menina
ao acordar sabendo o que quer
ela possui a face de mulher
realizando fantasias picantes
ela possui a face da amante

Mostrado as garras rasgando a roupa
ela possui a face da leoa
mordendo forte cravando as presas
ela possui a face da tigresa
desejos tamanhos que a deixam louca
ela possui a face da loba

Tempestade, sol, mulher, loba, fêmea, felina
ter todas suas faces é o que mais me excita!

Joakim Antonio


Multicafetada - Publicado 11 de maio de 2010 no Manufatura - Literatura feita de maneira artesanal.
CLIQUE AQUI para ler os outros manufatores, cada dia uma nova e boa leitura!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pequena Morte

Na primeira vez, acordei primeiro e fiquei olhando ela dormir, seu peito subia e descia calmamente, compassadamente como um relógio preciso, já era dia e eu amei estar ali. Continuávamos abraçados, encaixados, não era mais virtual e continuávamos conectados. Admirava seu semblante calmo, amável, havia um leve sorriso mesmo estando dormindo. Deslizei as costas da mão pelo seu rosto, descendo pelo pescoço, por sua  pele cor de bronze e seu cabelo agora selvagem, depois da guerra travada ali naquele campo de batalha. Como agora, não tinha o mínimo de sono, queria guerrear mais, mas também adorava ver ela em paz. Ainda mais quando a paz era dupla, pois nessa luta ninguém sai perdendo apesar de acabarem os dois morrendo. Uma pequena morte é verdade, mas que sempre é buscada, pois com ela o corpo para no tempo e apenas por um momento, as almas se fundem, voam e dançam para retornarem completas, repletas um do outro e de si mesmos. E todo dia eu quero morrer de novo.

Joakim Antonio



Pequena Morte - Publicado 11 de março de 2010 no Manufatura - Literatura feita de maneira artesanal.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Para Todo Mundo Ver



Enquanto você sente a extensão do meu amor
Que toca fundo no seu ser
Sente como ele te preenche todo
E como deixa você


Querendo cada vez mais


Ser minha


E sabendo que cada vez mais


Sou seu


Você sente como meu corpo te pede
E a minha mente querendo você
 Sente o meu ser pulsando
Junto com o seu ser


E os dois se unindo
 Tornando-se únicos


PARA TODO MUNDO VER


Joakim Antonio

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Metades

Seu cérebro é uma coisa a ser estudada
Dividir em dois e estudar cada lado
Um lado é Anjo o outro é Safado


O lado anjo é quietinho calado
Até meio envergonhado

Agora o lado safado
Esse é o mais procurado


Engraçado que o lado anjo que controla a boca
O lado safado é o que a deixa louca


O anjo faz ela ter sonhos bonitos maravilhosos
Mas os melhores são do outro lado
São sonhos proibidos e gostosos


Daqueles que liberam toda a libido
Revelando nos sonhos 
Desejos escondidos


O lado anjo tem sonhos abstratos sem nexo
O lado safado ah...
Esse é só sexo


Todo mundo se preocupa em saber
O que o anjo pensa o que ele quer


Eu só quero o outro lado
O que te faz Mulher



Joakim Antonio


Imagem: Good vs Evil by Sugargrl4

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Descrição Impecável


ADORÁVEL CANALHA



É um defeito, mas nada mais delicioso do que ouvir de uma mulher: "CANALHA!"

Ser chamado de "canalha" por uma voz feminina é o domingo da língua portuguesa. O som reboa redondo. Os lábios da palavra são carnudos. Vontade de morder com os ouvidos. Aproximar-se da porta e apanhar a respiração do quarto pela fechadura.

Canalha, definitivo como um estampido, como um tapa. Não ser chamado de canalha pela maldade, mas por mérito da malícia, como virtude da insinuação, pelo atrevimento sugestivo. Não o canalha canalha, mas o ca-na-lha, sem repetição. Único. Irrepetível. Não o canalha que deixa a mulher, o canalha que permanece junto. O canalha adorável que ultrapassou o sinal vermelho para levá-la. O canalha que é rude, nunca por falta de educação, para acentuar a violência do amor. Canalha por opção, não devido a uma infelicidade e limitação intelectual. Canalha em nome da inteligência do corpo.

O canalha. Como um elogio. Um elogio para dizer que é impossível domesticar esse homem, é impossível conter, é impossível fugir dele. Canalha como pós-graduação do "sem-vergonha".

Bem diferente de crápula, que não é sensual e define o mau-caratismo indelével, ou do cafajeste, alguém que não presta nem para ser canalha, de índole egoísta e aproveitadora.

Eu me arrepio ao escutar canalha. Um canalha que significa o contrário do dicionário. Nem perca tempo consultando o Aurélio e o Houaiss, que não incluem o sentimento da pronúncia. Estou falando do canalha que suscita aproximação, abraço, desejo. Um canalha que é um pedido de casamento entre as vogais.

É pelas expressões que se define a segurança masculina. Sempre duvidei de homem que diz que vai fazer xixi. Xixi é coisa de criança. Eu não represo a gargalhada quando um amigo adulto e de vida feita comenta que vai fazer xixi. Imagino o cara sentado. Infantil, como Ivo viu a uva. Já urinar é muito laboratorial. Prefiro mijar, direto, rápido e verdadeiro. As árvores mijam. Os relâmpagos mijam. Os cachorros mijam para demarcar seu território. Aliás, o correto é não anunciar, ir ao banheiro apenas, para evitar constrangimentos vocabulares.

Canalha funciona como uma agressão íntima. Uma agressão afetuosa. Uma provocação. Não se está concluindo, é uma pergunta. Canalha é uma interrogação gostosa.

Não ficarei triste se esquecer meu nome, chame-me de canalha.

(Da série, Textos que Eu Gostaria de Ter Escrito )

domingo, 2 de agosto de 2009

Voltando a ativa de novo


Me chamam de Bonzinho, mas também me chamam de Canalha, no começo apenas falo, mas na hora certa eu Bato.

Um anjo do canto rouco, nem subido nem decaído, não são, tampouco louco, que milhares de palavras para definir seriam pouco.

Em busca do que dá prazer, sabendo você que meu maior prazer é estar em seu corpo, sendo o seu prazer.

Uma boca buscando sua boca e as duas buscando juntas, o corpo um do outro, numa vontade louca.

Um amante latino possessivo, Possuído por uma amante latina possessiva, Possuída.

Nem sempre a cor escura busca a clara, mas com certeza a Preta possui o Preto!


Joakim Antonio 

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Final e o Começo

 

O Final de uma etapa é sempre, ao mesmo tempo, o começo de outra. Mas há pessoas que não reconhecem isso e pior, nem ao menos sabem que um processo acabou e deu início a outro, não enxergam as novas rotas, portas ou saídas/entradas (pois são os dois), do novo mundo que começou a existir para elas naquele momento.

 E onde pensei ser o final da jornada, descobri como começar a ser alguém muito melhor!

Joakim Antonio 

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