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terça-feira, 28 de março de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Onde dói
Todo medo grita, fica. Sussurra, pare. Canta tristezas e espelha feiuras. Engana a mente, para lhe prender acordado. Todo medo mente e machuca, com medo de que você perceba que ele não tem força nenhuma e assim, sem dores, volte a sonhar em paz.
Joakim Antonio
Imagem: "Onde é que o teu medo dói?"
by DoloreZ CrocheZ https://dolorezeeu.wordpress.com/
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Amantes
Tem coisas que causam medo nos amantes, daqueles irracionais, quando se deixam amar de verdade. Nem é um medo próprio deles, mas talvez do imposto diariamente, até pelos amigos que dizem, cuidado. Então ele se enraíza em algum lugar do corpo. Na espera de brotar. Pode ser o medo de como um vê o outro, após tirarem a roupa, após amanhecerem juntos, após uma briga boba e sem nexo e até, o medo de como precisam muito de colo, sorriso e toque diário.
Mas sempre achei que essa frase do livro, O pequeno príncipe, descreve um momento onde o medo é afastado, pelo sorriso de saber-se e deixar-se amar:
"Se tu vens, por exemplo, às quatro horas da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz..."
Joakim Antonio
Imagem: Razorblade smile by Carrionshine
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Ao sabor do vento - Descortinando Guillaume Apollinaire (escritor)
Tinha tanto medo de alturas
que nunca descera da árvore
adormeceu pensando
morrerei lagarta
Quando acordou e saiu do casulo
olhou-se admirada
agradeceu pelo novo olhar
agradeceu pelas nova cores
agradeceu pelas novas pernas
agradeceu por não precisar mais rastejar
Mas assim que agradeceu tudo que podia
olhou para o chão, teve medo e pensou
Deus pra que me dar tudo se a coragem não tenho
para que tanta beleza presa em uma árvore
Pediu se possível uma explicação
pediu se merecedora
ouvir a voz de Deus
Então um vento forte
soprou e derrubou-a do galho
desesperada começou a se debater
e então descobriu que podia voar
Agradeceu o recado
e nunca mais
parou de agradecer
Joakim Antonio
"Venham até a borda, ele disse. Eles disseram: Nós temos medo. Venham até a borda, ele insistiu. Eles foram. Ele os empurrou... E eles voaram."
Guillaume Apollinaire
Guillaume Apollinaire (nascido Wilhelm Albert Vladimir Apollinaris de Kostrowitzky, Roma, 26 de agosto de 1880 — Paris, 9 de novembro de 1918) foi um escritor e crítico de arte francês, possivelmente o mais importante ativista cultural das vanguardas do início do século XX, conhecido particularmente por sua poesia sem pontuação e gráfica, e por ter escrito manifestos importantes para as vanguardas na França, tais como o do Cubismo, além de ser o criador da palavra Surrealismo.
Sua obra literária e crítica anunciava os princípios de uma nova estética que tinha como fundamento a ruptura com os valores do passado. Os seus poemas, O bestiário ou o cortexo de Orfeo (1911), Álcoois (1913) e Calligrammes (1918) refletem a influência do simbolismo, com importantes inovações formais. Ainda em 1913, apareceu o ensaio crítico Os pintores cubistas, em defesa do novo movimento como superação do realismo. Wiki
Para saber mais:
Português
Quatro poemas de Guillaume Apolinaire em astormentas.com
Aqui alguns caligramas - poesia visual em antoniomiranda.com.br
English
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Imagem: Into the Light by holydak
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Povo do lobo - Particularidades
O povo do lobo trazia consigo misteriosas particularidades. Almas livres, o viam como lobo e quando desprovido dos pelos, o viam como um menino. Mas a mais notada por todos. É que desprovido dos falsos medos, diziam ser realmente um homem.
Joakim Antonio
Imagem: Wolf by Owlivia
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Se tu vens...
Tem coisas que causam medo nos amantes, daqueles irracionais, quando se deixam amar de verdade. Nem é um medo próprio deles, mas talvez do imposto diariamente, até pelos amigos que dizem, cuidado. Então ele se enraíza em algum lugar do corpo. Na espera de brotar. Pode ser o medo de como um vê o outro, após tirarem a roupa, após amanhecerem juntos, após uma briga boba e sem nexo e até, o medo de como precisam muito de colo, sorriso e toque diário.
Mas sempre achei que essa frase do livro, O pequeno Príncipe, descreve um momento onde o medo é afastado, pelo sorriso de saber-se e deixar-se amar:
"Se tu vens, por exemplo, às quatro horas da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz..."
Joakim Antonio
Imagem: Razorblade smile by Carrionshine
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Sorria e seja
Sorria e seja
não apenas com delicadeza
Sorria espontâneo
gargalhe como um ser humano
Sorria com gosto
transmita alegria ao outro
Sorria aberto
seja água no deserto
Sorria sem medo
pois já sabe o segredo
Sorria, sorria, sorria
seja a perfeição do dia
Joakim Antonio
Imagem: Smile by Wings Of A Messiah
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Amor importante
Você me diz que não
então te encaro
e digo sem medo
você é um trouxa
Sabe porquê?
"O amor é importante! Porra"
Joakim Antonio
Imagem: Muro do Cemitério Municipal de Guarapuava – PR
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Simbiose - Coluna Palavra Expressa - Retratos da Alma
Simbiose, coluna Palavra Expressa no site Retratos da Alma
Clique abaixo para ler o texto completo
Imagens:
1. Union by Lolita art
2. Always write by pink-kangaroo
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Medos
Cresci sem
arrumei vários
virei um
Andei com
quebrei uns
voltei atrás
Revi tudo
juntei todos
taquei fogo
Agora sorrio mais
Joakim Antonio
Imagem: With a fist and a smile by Gilad
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Liberdades - Visão Interior
Liberdades no blog Visão Interior
Tudo será diferente
toda liberdade será exaltada
toda prisão será execrada
todo pensamento livre de amarras
todo paradigma queimado...
Clique aqui para ler o texto completo
Conheça e veja o restante do post no blog
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Ao sabor do vento - Descortinando Guillaume Apollinaire (escritor)
Tinha tanto medo de alturas
que nunca descera da árvore
adormeceu pensando
morrerei lagarta
Quando acordou e saiu do casulo
olhou-se admirada
agradeceu pelo novo olhar
agradeceu pelas nova cores
agradeceu pelas novas pernas
agradeceu por não precisar mais rastejar
Mas assim que agradeceu tudo que podia
olhou para o chão, teve medo e pensou
Deus pra que me dar tudo se a coragem não tenho
para que tanta beleza presa em uma árvore
Pediu se possível uma explicação
pediu se merecedora
ouvir a voz de Deus
Então um vento forte
soprou e derrubou-a do galho
desesperada começou a se debater
e então descobriu que podia voar
Agradeceu o recado
e nunca mais
parou de agradecer
Joakim Antonio
"Venham até a borda, ele disse. Eles disseram: Nós temos medo. Venham até a borda, ele insistiu. Eles foram. Ele os empurrou... E eles voaram."
Guillaume Apollinaire
Guillaume Apollinaire (nascido Wilhelm Albert Vladimir Apollinaris de Kostrowitzky, Roma, 26 de agosto de 1880 — Paris, 9 de novembro de 1918) foi um escritor e crítico de arte francês, possivelmente o mais importante ativista cultural das vanguardas do início do século XX, conhecido particularmente por sua poesia sem pontuação e gráfica, e por ter escrito manifestos importantes para as vanguardas na França, tais como o do Cubismo, além de ser o criador da palavra Surrealismo.
Sua obra literária e crítica anunciava os princípios de uma nova estética que tinha como fundamento a ruptura com os valores do passado. Os seus poemas, O bestiário ou o cortexo de Orfeo (1911), Álcoois (1913) e Calligrammes (1918) refletem a influência do simbolismo, com importantes inovações formais. Ainda em 1913, apareceu o ensaio crítico Os pintores cubistas, em defesa do novo movimento como superação do realismo. Wiki
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Quatro poemas de Guillaume Apolinaire em astormentas.com
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Brincando de Pirata
Lembro de quando era criança e brincava
Da vida nada sabia e nunca iria imaginar
Que também de esconde-esconde
O amor gosta de brincar
A imaginação era enorme
Histórias surgiam sem parar
Mas a brincadeira que mais gostava
Era brincar de Pirata
Pirata dos Sete Mares
Destemido mas não malvado
Buscando um grande tesouro
Alguém para estar do seu lado
Sempre buscando sua amada
Contando com ajuda dos amigos
Mesmo que fosse raptada
A Salvaria do perigo
Mesmo sendo criança
Aprendi andar nos mares
Reconhecer o perigo nos ares
E a ter sempre esperança
E agora não importa onde o amor se esconder
Coloco meu chapéu e empunho minha espada
Iço a ancora do meu barco e atravesso os sete mares
Só pra encontrar você
Aceito as regras da vida, as brincadeiras do amor
A vida as vezes complica, o amor as vezes mete medo
Mas o que os dois não sabem é que tenho um segredo
Sempre a encontro e voltamos juntos para casa
Pois quando era pirata: sem saberem fiz um mapa!
Joakim Antonio
sábado, 17 de outubro de 2009
Coragem

De falar o que se pensa sem medo do que os outros pensam
Assumir você como é, com medos, defeitos e também virtudes
Que os Homens assumam seus sentimentos e descubram que assim não serão menos, e sim, mais homens
E as Mulheres assumam seus gostos, sem medo de que lhe coloquem rótulos pré-estabelecidos
Será possível alguém ainda achar ser segredo, que todos gostam de sexo pleno e bem feito?
Sentimentos não devem ser represados, palavras necessitam ser ditas
Afinal existem milhares de ouvidos necessitando de carinho
E é incrível como palavras podem mudar "destinos", tanto as certas como as erradas
Tenha coragem de dizer, "Amo Você!" em voz alta não importa onde esteja
E porque não, também para seus amigos, não esquecendo de seus pais
Não há nada mais bonito do que um filho, já adulto, beijando o Pai
Tudo isso são coisas que gostaria de ver muito mais
Que todos tenham Coragem de demonstrar o que sentem
Sem medo... sem segredo
De corpo e alma
Por inteiros
Joakim Antonio
Imagem: Worker sculpture - Sculpture located on "macroplaza", mty., mexico
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