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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Prosa
Havia um riso no canto da boca, que matava as coisas sérias. Algumas não acreditavam quando dizia que as amava. Como podia ser, se dizia que amava a todas.
Havia um olhar de imensidão, que deixava as coisas grandes. Algumas não acreditavam quando dizia que era fome. Como podia ser, se o olhar brilhava paixão.
Havia um canto em seu sorriso, que se ouvia longe. Algumas não acreditavam quando dizia que andava calmo como brisa. Como podia ser, se gargalhava como um trovão.
Havia um toque imaculado em seus dedos, que seguravam firme. Algumas não acreditavam quando dizia ser angelical. Como podia ser, se ele tinha um diabo de mãos.
Havia um gosto diferente em sua língua. Algumas não acreditavam em nada que dizia. Como podia ser, se as palavras soavam doces, mas sempre com um toque de tentação.
Joakim Antonio
Imagem: Olhar by JoaKim
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Vento grafitado
grafite causal
superfície suja
ventania modal
faceta crua
vassouro d'ouro
ex-borrachada
espalhafato puro
cortina d'água
calma vigente
olhos abertos
caos aparente
poder eterno
carta branca
faxina soturna
dita métrica
poética burra
Joakim Antonio
Imagem: Free Stock
sábado, 29 de outubro de 2016
Preenchendo
"Se eu fosse um espaço, eu tomava conta de toda essa sala." Irma Santos
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Joakim Antonio
Imagem by JoaKim - Frase poética de uma querida amiga, Irma Santos Garcia, para trabalho escolar, ao voltar a estudar. Hoje ela já completou os estudos.
sábado, 25 de julho de 2015
Tecla única - Dia do escritor
O que te faz insistir sempre na mesma tecla, você come, dorme, acorda e tudo muda, menos essa compulsão, esse querer sempre mais.
O que será esse insistir que borbulha em suas veias, não no lugar, mas junto ao sangue, há muito contaminado, desde aquele dia que, pela primeira vez, colocou a mão na tinta e a pressionou sobre a parede.
Será que você pensou no depois, enquanto caçava de dia e ao desenhar varando a noite, será que já sabia, que com a mesma ponta do dedo, mas a tinta agora enlatada, voltaria a desenhar nas paredes, já não mais escondidas.
Quando foi que você começou a pausar a vida, olhar para a amante, pensar nos atuais ou futuros filhos, admirar não só o gosto, mas as cores e disposição da comida, olhar o céu querendo o voo dos pássaros e guardar suas penas coloridas.
Em qual momento percebeu, que a pena era suave na mão e que ainda fresca, escorria preciosa tinta, da mesma cor que corria em suas artérias, irrigando o coração de emoção e aumentando o desejo de deixar eternizadas, as imagens que se formam em sua retina.
Quem poderá saber, além de você, porque insiste na mesma tecla, quem poderá questionar os porquês dos poetas, quem ousará entender a mente do escritor e quantos loucos mais surgirão, tentando desvendar a loucura presente, nas linhas da própria mão.
Joakim Antonio
Parabéns a todos escritores!
O Dia Nacional do Escritor foi instituído no dia 25 de julho de 1960, definido por Decreto Governamental, após o sucesso absoluto do 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, Presidente e Vice-Presidente, respectivamente.
Imagem: Montagem by Descortinamento Mental
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