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domingo, 13 de agosto de 2017

Sua Mão - Dia dos Pais



Pai, me dê sua mão, para que eu a segure daquele mesmo modo, quando nos vimos pela primeira vez.
Pai, afague meus cabelos, nesse dia sozinho, porque ando precisando tanto, muita mais do que queria.
Pai, me pegue no colo, de novo, para que eu sinta, mesmo em sonhos, o calor dos braços teus.
Pai, canta uma canção, sem se preocupar se é hipocritamente correta, aquela mesma, do boi da cara preta.
Pai, me ensina contar mais, já separei nosso papel do açougue e a caneta piloto, só falta você aqui.
Pai, fala meu nome, de novo, de novo e de novo, o seu neguinho continua aqui, esperando você acordar.
Pai, eu sei, é que faz tanto tempo, são tão poucas lembranças, mais sentimentos e menos palavras.
Pai, comemoramos tão pouco, apenas 6 anos, mas estou feliz com o que pôde me ensinar.
Pai, eu estou seguindo o caminho, acertando e errando, mas sorrindo, assim como você fazia.
Pai, dá um abração no nosso outro Paizão aí e diz obrigado, por ter deixado conhecê-lo antes de partir.
Pai, não se preocupe, ainda sinto sua mão, sempre mais forte, me guiando e ensinando a escrever.

Pai 

Parabéns e Obrigado

Eu Te Amo


Joakim Antonio


Parabéns a todos os pais e pessoas que fazem, ou evocam o papel de pai. Todos os dias você merecem ouvir, "Eu te amo!". 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Conversa estreita - Descortinando Cecília Meireles (poeta)



Ela não soube, ou até soube e eu que não sei, as conversas estreitas que poderíamos ter.

Iríamos jogar conversas fora e depois recolhê-las do ar, condensá-las em textos maravilhosos de aprendizados raros, e mesmo tentado a escrever diálogos, eu apenas narraria a beleza de beber dessa poesia que flui desse mar chamado Cecília.

Talvez discutiríamos sobre espaço-tempo, de como disputas tolas são vencidas por ele e as palavras certas passam através, então falaríamos um pouco de solidão, da autoimposta e da não esperada, do esquecimento pela ausência e de como a encontro bem menos do que ela merece.

Por fim, pediria conselhos de escrita da educadora, dicas de mãe da escritora e mostraria, com intenção de receber mais críticas que elogios, textos recheados de sonhos e destinados às novas e velhas crianças.

Agora fecho o livro e penso, com certeza ela soube.


Joakim Antonio


Motivo (Cecília Meireles)

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada



Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964) foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa.

Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner, foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:

"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea."

© Projeto Releituras Visite e conheça mais de Cecília Meireles. 

domingo, 8 de maio de 2016

Mãe, uma oração



Nós passamos por cada momento, cada fase estranha, 
que a primeira palavra que vem à mente, 
quando precisamos de força é, Mãe.

Nós passamos por cada momento, casa fase maravilhosa, 
que a primeira palavra que vem à mente, 
quando comemoramos ter vencido é, Mãe.

Quando alguém nos elogia, pela educação, 
conhecimentos e sabedoria adquirida,
em pensamento agradecemos, Mãe. 

Quando alguém nos apedreja, pela falta de tato,
desrespeito, dizem não termos aprendido nada em casa, 
em pensamento nos envergonhamos, Mãe.

Ao ensinar alguém, instintivamente mudamos,
e por mais que tenhamos didática, novas táticas,
somos apenas cópia do primeiro professor, Mãe.

Ao aprendermos de alguém, inconscientemente mudamos,
e por mais que tenhamos idade, muita experiência, 
somos apenas crianças buscando uma explicação, Mãe.

Sempre que dizemos, "Eu te amo",
retornamos o amor que Ela nos deu, Mãe.

Sempre que ouvimos, "Eu te amo",
recebemos o amor que Ela deu a outros, Mãe.

Que eu seja a maior expressão de ti, 
não igual como alguns pregam, 
mas o melhor que você imaginou, Mãe.

E sendo assim, expressão maior, 
Daquele ao qual, tu és representante,
o verdadeiro e puro Amor, Mãe.

E que eu nunca pense que não é preciso,
nunca deixe de falar e demonstrar,
o quanto eu te amo, Mãe.

AMÉM


Joakim Antonio 





Parabéns a todas as Mães, nesse dia escolhido para representar todos os dias do ano, que também são seus!


O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe é uma data comemorativa em que se homenageia a mãe e a maternidade. Em alguns países é comemorado no segundo domingo do mês de maio (como no Brasil). Em Portugal é comemorado no primeiro domingo do mês de maio. Wikpédia

domingo, 27 de março de 2016

Circo mágico



E no centro do picadeiro, joga uma ideia dentro da cartola e como mágica, retira um texto.

Joakim Antonio


No dia 27 de março é comemorado o Dia do Circo.



Imagem: Circus illusionist by Yd84

domingo, 9 de agosto de 2015

Protegido - Dia dos Pais


Sonhei que era um adulto bem sucedido, ao acordar lia o jornal, consultava o tempo, arrumava as roupas para dia, tarde ou noite, dependia da volta e do temperamento. Ao abrir o armário roupas de frio e calor, capa de chuva, guarda chuva, guarda sol, linha de pesca e anzol, blusas, botas, luva, cachecol, lenços, meias, gravatas de seda, terno de linho, camisas, camisetas. Tudo bem passado e separados, por cor, estação, novas, velhas e até as que iam para doação.

Ligava o rádio com o som bem alto, para poder escutar sobre o maldito trânsito e ia para o chuveiro, banho em cinco minutos, dez se fizesse a barba, para não gastar muita água, antes de entrar ligava a cafeteira, previamente preparada na noite anterior, ao vestir a roupa tomando o café fresquinho, ligava a TV para ouvir se não havia nenhuma greve, rebelião, assalto, sequestro ou algum tipo novo de violência gratuita, precisava estar preparado, pois a vida não é fácil.

Durante o dia ficava de olho nas cotações, bolsas de valores, câmbio, fundos, índices econômicos, tinha que ficar atento, podia perder tudo a qualquer momento, coração acelerado, ganhava, perdia, mas no fim disso tudo o dinheiro crescia. No almoço comia um lanche, senão a dor de estômago me matava, pensava em procurar um médico nessa hora, me sentia frio, suava, mas sempre passava, depois eu irei, eu pensava.

Corria para o escritório, debaixo de um sol que torrava, encontrava o elevador cheio e subia pelas escadas, retirava a gravata no caminho, colarinho todo molhado, entrava porta adentro e me sentia no paraíso, ar condicionado fresquinho, água gaseificada e gelo a vontade, tudo do jeito que eu sonhava, menos os espirros mais tarde.

Telefone começava a tocar, e-mail chegando, confirmava compromissos, remarcava imprevistos, atendia celular, escrevia no Twitter, Facebook, o Whatsapp sempre aberto, conferência no Skype, pensando no chegar em casa para continuar minha Pós-graduação online.

Dentro do meu escritório minúsculo, não me sentia sozinho, contava com milhões de amigos na frente do meu PC. Secretária para quê, eu pensava, era mais uma despesa que economizava. Nunca usei office-boy, nem mesmo ia ao banco, contas no débito automático, compras entregues na portaria, frutas sempre fresquinhas que o mercado mesmo escolhia.

Mas hoje me senti estranho na hora de sair, estômago doeu, mas não tinha fome, pescoço endureceu, braço adormecendo, o peito doeu de um jeito que me fez gritar de imediato, mas o som não saiu, a impressão é de que a garganta secou e a língua dobrou de tamanho. Nunca desejei tanto alguém junto de mim, seria derrame ou infarto, não interessava, só me arrependi de estar sozinho no meu fim.

De olhos fechados ouvi a porta abrindo, senti o calor da luz acesa nas pálpebras, senti a vibração dos passos de alguém aproximando-se, até que uma voz disse firme e convicta: "acorda e levanta".  Abri os olhos rapidamente, todo suado, ofegante e ao olhar para cima vi um gigante, forte, esbelto, todo de branco, de braços abertos, me estendendo a mão e logo após pegando-me no colo, abraçando de um jeito tão terno, que gostaria que o abraço fosse eterno.

Ele me disse, agora está tudo bem, calma, abracei-o mais forte, as lágrimas rolaram, tudo bem?, balancei a cabeça que sim, o que lhe afligia acabou, tudo foi apenas um sonho com final ruim, minhas lágrimas pararam e senti sua mão enxugando e acariciando meu rosto, você sempre será meu menino e quero que me prometa manter para sempre seu coração de criança, concordei balançando a cabeça, ele me deu um beijo e disse, agora durma em paz.

Foi saindo de mansinho e antes que ele acabasse de fechar a porta eu disse bem alto, PAI, ele me fitou com seus olhos brilhantes, um sorriso do tamanho do universo e com aquela sabedoria que só os pais têm disse, eu já sei filho, fechando a porta devagarinho:  "Eu também te amo"!


Joakim Antonio


Parabéns a todos os pais e pessoas que fazem, ou evocam o papel de pai. Todos os dias você merecem ouvir, "Eu te amo!". 

sábado, 25 de julho de 2015

Tecla única - Dia do escritor




O que te faz insistir sempre na mesma tecla, você come, dorme, acorda e tudo muda, menos essa compulsão, esse querer sempre mais.

O que será esse insistir que borbulha em suas veias, não no lugar, mas junto ao sangue, há muito contaminado, desde aquele dia que, pela primeira vez, colocou a mão na tinta e a pressionou sobre a parede.

Será que você pensou no depois, enquanto caçava de dia e ao desenhar varando a noite, será que já sabia, que com a mesma ponta do dedo, mas a tinta agora enlatada, voltaria a desenhar nas paredes, já não mais escondidas.

Quando foi que você começou a pausar a vida, olhar para a amante, pensar nos atuais ou futuros filhos, admirar não só o gosto, mas as cores e disposição da comida, olhar o céu querendo o voo dos pássaros e guardar suas penas coloridas.

Em qual momento percebeu, que a pena era suave na mão e que ainda fresca, escorria preciosa tinta, da mesma cor que corria em suas artérias, irrigando o coração de emoção e aumentando o desejo de deixar eternizadas, as imagens que se formam em sua retina.

Quem poderá saber, além de você, porque insiste na mesma tecla, quem poderá questionar os porquês dos poetas, quem ousará entender a mente do escritor e quantos loucos mais surgirão, tentando desvendar a loucura presente, nas linhas da própria mão.


Joakim Antonio


Parabéns a todos escritores!


O Dia Nacional do Escritor foi instituído no dia 25 de julho de 1960, definido por Decreto Governamental, após o sucesso absoluto do 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, Presidente e Vice-Presidente, respectivamente.

Imagem:  Montagem by Descortinamento Mental

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Arigatou - Dia da Imigração Japonesa no Brasil



Um obrigado é sempre uma via de mão dupla


Aqui tem samurai nordestino, caboclo oriental, gueixa brasileira, sambista japonesa, carateca baiano e capoeirista oquinawano. Tem poetas recitando haikai em português e cordel em japonês, bebendo caipirinha de sakê e comendo arroz grudadinho com feijão mulatinho. Tem feijoada na academia após graduação de faixa preta paulista filho de nordestino, formado por mestre japonês mistura de italiano, alemão, índio e português. Só aqui nações misturam-se tanto que não há mais distinção, nem preconceito, somos todos povo brasileiro.

Este ano comemoramos 107 anos de amizade, luta e ajuda mútua entre Brasil e Japão, dois gigantes e um só coração.

Um dia, em uma comemoração na Liberdade, vi nossos irmãos agradecendo a acolhida recebida, mas o obrigado é uma via de mão dupla, ganha mais quem dá, que quem recebe, no caso nós também devemos dizer obrigado, ou melhor,

ARIGATOU! 

Joakim Antonio



18 de junho de 1908 aportava em Santos o navio Kasato Maru, trazendo o primeiro grupo de imigrantes japoneses vinculados ao acordo estabelecido entre o Brasil e o Japão.

Influência da imigração japonesa no Brasil
Os imigrantes japoneses aperfeiçoaram as técnicas agrícolas e de pesca dos brasileiros. É notável o seu trabalho na aclimatação ou desenvolvimento de vários tipos de frutas e vegetais antes desconhecidos no Brasil, no total trouxeram mais de 50 tipos de alimentos, entre os quais o caqui, a maçã Fuji, mexerica poncã e o morango. Além dos alimentos trazidos pelos imigrantes japoneses no Brasil destaca-se também a grande expansão da avicultura brasileira que só cresceu de vez quando foram trazidas aves-matrizes do Japão e com a experiência dos imigrantes japoneses nas granjas.
A diáspora japonesa forneceu uma porta de entrada para a influência cultural japonesa no Brasil que se destaca na tecnologia agrícola, culinária, esportes: judô, aikidô, jiu-jitsu, caratê, kendô, sumô, gateball e apesar de o beisebol já ser praticado antes da chegada dos imigrantes japoneses foi através desses imigrantes que se deve o desenvolvimento do Beisebol no Brasil. Mangás, seriados de televisão (como os animes) e outros aspectos.
O bairro paulistano da Liberdade representa um pedaço do Japão com vários pórticos vermelhos de templos xintoístas. Restaurantes de yakisoba, sushi e sashimi competem com os karaokês e supermercados nos quais se pode comprar o nattō e vários tipos de molho de soja.
Até mesmo o drinque brasileiro mais famoso, a caipirinha, ganhou uma versão japonesa com saquê: a sakerinha. Fonte: Wikipédia  


Imagem 2: Kasato Maru, 1908. Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB-SP)

sábado, 13 de junho de 2015

Pessoas - Decortinando Fernando Pessoa



Dizem para sermos nós mesmos, senão podemos nos perder por inteiros. Poucos entendem que somos fragmentos de tempo, engrenagens móveis, insubstituíveis é verdade, mas todas trabalhando juntas, nos tornando um só.

Se cada momento nosso pudesse falar, teria uma personalidade própria. Com poucas divisões teríamos, o amoroso, o disciplinado, o alegre, o paciente, o honesto, o sonhador e o racional. Isso falando do lado bom, pois cada um tem sua contra parte, então somando os maus teríamos quatorze.

Agora imagine cuidar de todas essas personalidades. Muito trabalho, não é mesmo?

Alguns perguntam sobre a genialidade de Fernando Pessoa, basta dizer que ele se desmembrou em setenta e duas personalidades, incluindo o próprio, sendo mais conhecidas Alberto Caieiro,  Álvaro de Campos e Ricardo Reis, cada um com sua própria biografia.

Hoje comemora-se o 127° aniversário de Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo". 

O poema, Se depois de eu morrer, é de Alberto Caieiro uma das pessoas de Fernando.

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimento nenhum.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.



Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".

Por ter sido educado na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu perfeitamente o inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde a adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras inglesas para português e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para inglês.

Ao longo da vida trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente". Fonte: Wikipédia

Ficha pessoal 

Ficha pessoal, também referida como nota autobiográfica, intitulada no original "Fernando Pessoa", dactilografada e assinada pelo escritor em 30 de Março de 1935 (em algumas edições está 1933, por lapso). Publicada pela primeira vez, muito incompleta, como introdução ao poema À memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, editado pela Editorial Império em 1940. Publicada em versão integral em Fernando Pessoa no seu Tempo, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1988, pp. 17–22.


FERNANDO PESSOA*
Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.
Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.
Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus.
Estado civil: Solteiro.
Profissão: A designação mais própria será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro" em casas comerciais. O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.
Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1º. Dto. Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).
Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.
Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. É o seguinte o que, de livros ou folhetos, considera como válido: "35 Sonnets" (em inglês), 1918; "English Poems I-II" e "English Poems III" (em inglês também), 1922; livro "Mensagem", 1934, premiado pelo "Secretariado de Propaganda Nacional" na categoria Poema". O folheto "O Interregno", publicado em 1928 e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.
Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.
Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as igrejas organizadas e, sobretudo, à Igreja Católica. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.
Posição iniciática: Iniciado, por comunicação direta de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da Ordem dos Templários de Portugal.
Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltração católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação".
Posição social: Anti-comunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.
Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.
Lisboa, 30 de Março de 1935.
Fernando Pessoa [assinatura autógrafa]
 * Cópia do original dactilografado e assinado existente na Coleção do Arquiteto Fernando Távora.

domingo, 20 de julho de 2014

Jogando-se - Dia do Amigo



Então se seus amigos se jogarem da ponte, você também se joga?

Com toda certeza mãe, ainda por cima, sorrindo.

Joakim Antonio



Cada um sabe o momento que vive e os amigos que tem, uns mais íntimos, outros apelidados de colegas e alguns mais, tidos apenas como conhecidos. Há os amigos virtuais, bem reais e também os imaginários, que existem ou não, dependendo da força da sua imaginação. Mas se fazemos algo juntos, uma coisa é certeza, há algo ali que nos faz realmente bem.

Um grande abraço a todos que me fizeram, me fazem e farão muito bem.

Feliz dia do amigo!




Dia do amigo

O Dia do Amigo é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho, aniversário da chegada do homem a lua. Em 27 de abril de 2011, a Assembleia Geral das Nações Unidas resolveu convidar todos os países membros a celebrarem o Dia Internacional da Amizade em 30 de julho.



No Brasil, apesar de não ser instituída por lei, o dia do amigo é também comemorado popularmente em 18 de abril. No entanto, o país também vem adotando a data de 20 de julho, sendo inclusive instituída oficialmente em alguns estados e municípios. Fonte: Wikipédia


Imagem: Friends by Nuno Ramos

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Arigatou - Dia da Imigração Japonesa no Brasil



Um obrigado é sempre uma via de mão dupla


Aqui tem samurai nordestino, caboclo oriental, gueixa brasileira, sambista japonesa, carateca baiano e capoeirista oquinawano. Tem poetas recitando haikai em português e cordel em japonês, bebendo caipirinha de sakê e comendo arroz grudadinho com feijão mulatinho. Tem feijoada na academia após graduação de faixa preta paulista filho de nordestino, formado por mestre japonês mistura de italiano, alemão, índio e português. Só aqui nações misturam-se tanto que não há mais distinção, nem preconceito, somos todos povo brasileiro.

Este ano comemoramos 106 anos de amizade, luta e ajuda mútua entre Brasil e Japão, dois gigantes e um só coração.

Um dia, em uma comemoração na Liberdade, vi nossos irmãos agradecendo a acolhida recebida, mas o obrigado é uma via de mão dupla, ganha mais quem dá, que quem recebe, no caso nós também devemos dizer obrigado, ou melhor,

ARIGATOU! 

Joakim Antonio



18 de junho de 1908 aportava em Santos o navio Kasato Maru, trazendo o primeiro grupo de imigrantes japoneses vinculados ao acordo estabelecido entre o Brasil e o Japão.

Influência da imigração japonesa no Brasil
Os imigrantes japoneses aperfeiçoaram as técnicas agrícolas e de pesca dos brasileiros. É notável o seu trabalho na aclimatação ou desenvolvimento de vários tipos de frutas e vegetais antes desconhecidos no Brasil, no total trouxeram mais de 50 tipos de alimentos, entre os quais o caqui, a maçã Fuji, mexerica poncã e o morango. Além dos alimentos trazidos pelos imigrantes japoneses no Brasil destaca-se também a grande expansão da avicultura brasileira que só cresceu de vez quando foram trazidas aves-matrizes do Japão e com a experiência dos imigrantes japoneses nas granjas.
A diáspora japonesa forneceu uma porta de entrada para a influência cultural japonesa no Brasil que se destaca na tecnologia agrícola, culinária, esportes: judô, aikidô, jiu-jitsu, caratê, kendô, sumô, gateball e apesar de o beisebol já ser praticado antes da chegada dos imigrantes japoneses foi através desses imigrantes que se deve o desenvolvimento do Beisebol no Brasil. Mangás, seriados de televisão (como os animes) e outros aspectos.
O bairro paulistano da Liberdade representa um pedaço do Japão com vários pórticos vermelhos de templos xintoístas. Restaurantes de yakisoba, sushi e sashimi competem com os karaokês e supermercados nos quais se pode comprar o nattō e vários tipos de molho de soja.
Até mesmo o drinque brasileiro mais famoso, a caipirinha, ganhou uma versão japonesa com saquê: a sakerinha. Fonte: Wikipédia  
Imagem 2: Kasato Maru, 1908. Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB-SP)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pessoas - Decortinando Fernando Pessoa



Dizem para sermos nós mesmos, senão podemos nos perder por inteiros. Poucos entendem que somos fragmentos de tempo, engrenagens móveis, insubstituíveis é verdade, mas todas trabalhando juntas, nos tornando um só.

Se cada momento nosso pudesse falar, teria uma personalidade própria. Com poucas divisões teríamos, o amoroso, o disciplinado, o alegre, o paciente, o honesto, o sonhador e o racional. Isso falando do lado bom, pois cada um tem sua contra parte, então somando os maus teríamos quatorze.

Agora imagine cuidar de todas essas personalidades. Muito trabalho, não é mesmo?

Alguns perguntam sobre a genialidade de Fernando Pessoa, basta dizer que ele se desmembrou em setenta e duas personalidades, incluindo o próprio, sendo mais conhecidas Alberto Caieiro,  Álvaro de Campos e Ricardo Reis, cada um com sua própria biografia.

Hoje comemora-se o 126° aniversário de Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo". 

O poema, Se depois de eu morrer, é de Alberto Caieiro uma das pessoas de Fernando.

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimento nenhum.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.



Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".

Por ter sido educado na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu perfeitamente o inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde a adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras inglesas para português e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para inglês.

Ao longo da vida trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente". Fonte: Wikipédia

Ficha pessoal 

Ficha pessoal, também referida como nota autobiográfica, intitulada no original "Fernando Pessoa", dactilografada e assinada pelo escritor em 30 de Março de 1935 (em algumas edições está 1933, por lapso). Publicada pela primeira vez, muito incompleta, como introdução ao poema À memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, editado pela Editorial Império em 1940. Publicada em versão integral em Fernando Pessoa no seu Tempo, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1988, pp. 17–22.


FERNANDO PESSOA
Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.
Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.
Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus.
Estado civil: Solteiro.
Profissão: A designação mais própria será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro" em casas comerciais. O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.
Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1º. Dto. Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).
Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.
Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. É o seguinte o que, de livros ou folhetos, considera como válido: "35 Sonnets" (em inglês), 1918; "English Poems I-II" e "English Poems III" (em inglês também), 1922; livro "Mensagem", 1934, premiado pelo "Secretariado de Propaganda Nacional" na categoria Poema". O folheto "O Interregno", publicado em 1928 e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.
Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.
Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as igrejas organizadas e, sobretudo, à Igreja Católica. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.
Posição iniciática: Iniciado, por comunicação direta de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da Ordem dos Templários de Portugal.
Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltração católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação".
Posição social: Anti-comunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.
Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.
Lisboa, 30 de Março de 1935.
Fernando Pessoa [assinatura autógrafa]
Fonte: Cópia do original dactilografado e assinado existente na Coleção do Arquiteto Fernando Távora.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Mais um dia? - Dia do Escritor




"Trabalho em cartório mas sou escritor,
Perdi minha pena nem sei qual foi o mês
Metrô linha 743"


Raul Seixas


Lá vem ele
com mais um dia pra comemorar
um dia improducente
daqueles que não valem nada
que não se compra presentes

Pra quê um dia?
Se fosse tão importante
como é que dizem mesmo?
Como é que seria?
Ah lembrei, seria todo dia

Esse dia banal
sem destaque no jornal
como o dia que nascemos
que nos apaixonamos
ou o dia que morremos

Pra quê lembrança
se é apenas mais um dia
se não se compra presente
não se gasta com nada
já damos muito em outro dias

Dia das mulheres
elogios
Dia dos homens
sarcasmos
Dia das crianças
brinquedos

Dia do lixeiro... Quem?

Dia dos Pais
Lembranças
Dia das mães
Presenças
Dias dos avós
Redobrado Amor

Dia do escritor... Quem?

Joakim Antonio 



Parabéns a todos escritores, espero que tenha sido um ótimo dia!

O Dia Nacional do Escritor foi instituído no dia 25 de julho de 1960, definido por Decreto Governamental, após o sucesso absoluto do 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, Presidente e Vice-Presidente, respectivamente.


Imagem: Pasajes de la memoria by Vespertino

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Encontro encantado



No desespero de escrever, mais e mais, ninguém faltava às aulas de poesia, e não descansavam domingo nem feriado, pois escrever era a mágica de suas vidas. Menos Jaci, uma menina sorridente, que só aparecia às segundas-feiras, trazendo nada às mãos e ainda pedindo emprestado, folhas e lapiseira.

No começo todos estranhavam, ela sentava lá na frente e ficava muda, com olhos no nada, como se estivesse em outro mundo, então abaixava a cabeça e escrevia sem parar. O professor nunca reclamava, nós perguntávamos durante a semana se ela era louca, mas ele apenas olhava nossas caras e sorria com o canto da boca.

A verdade é que todos passaram a esperar Jaci chegar, ninguém tinha explicação, mas notamos que depois dela chegar, o ar mudava e nossa cabeças, antes vazias, se enchiam de sonhos. Ela saia tão rápido como chegou, deixando sete folhas na mesa, prontamente recolhidas pelo professor, cada uma com um poema, falando de coisas simples, mas que passamos a usar como tema.

Um dia Jaci chegou triste, dizendo ser seu último dia em nosso clube de poesias, disse também que deixaria um presente para nós. Pediu folhas e lapiseira como sempre, mas dessa vez, seis. E em cada uma escreveu uma frase, depois deu um beijo em nossa face e um abraço tão apertado, que parecia querer ficar colada em nós, logo depois saiu correndo, não chorando, mas rindo alto e gritando, "Amo vocês!".

Nunca mais tivemos notícia dela, continuamos nas aulas e tivemos ótimos resultados, pois hoje em dia cada um tem seu livro de sucesso publicado, somos conhecidos como o clube dos seis, por começarmos e lançarmos nossos livros juntos. Todos nos perguntam de onde tiramos a ideia inicial para escrevermos, com sucesso, os livros ao mesmo tempo, e explicamos que começamos com uma frase, igual para todos, que dizia: "Seu eu tivesse o poder de escrever o melhor livro do mundo, eu começaria ele assim...".

O resto é história!


Joakim Antonio


Dia 29 de outubro é comemorado o dia nacional do livro.
Para a primeira biblioteca do Brasil, Portugal disponibilizou um acervo bibliográfico muito rico, vindos da Real Biblioteca Portuguesa, com mais de sessenta mil objetos. O acervo era composto por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, etc.
As primeiras acomodações da Biblioteca foram em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro.
A escolha da data foi em razão da transferência da mesma para outro local, no dia 29 de outubro de 1810, fundando-se assim a Biblioteca Nacional do Livro, pela coroa portuguesa. Para saber mais: Brasil Escola

domingo, 12 de agosto de 2012

Sua Mão - Dia dos Pais



Pai, me dê sua mão, para que eu a segure daquele mesmo modo, quando nos vimos pela primeira vez.
Pai, afague meus cabelos, nesse dia sozinho, porque ando precisando tanto, muita mais do que queria.
Pai, me pegue no colo, de novo, para que eu sinta, mesmo em sonhos, o calor dos braços teus.
Pai, canta uma canção, sem se preocupar se é hipocritamente correta, aquela mesma, do boi da cara preta.
Pai, me ensina contar mais, já separei nosso papel do açougue e a caneta piloto, só falta você aqui.
Pai, fala meu nome, de novo, de novo e de novo, o seu neguinho continua aqui, esperando você acordar.
Pai, eu sei, é que faz tanto tempo, são tão poucas lembranças, mais sentimentos e menos palavras.
Pai, comemoramos tão pouco, apenas 6 anos, mas estou feliz com o que pôde me ensinar.
Pai, eu estou seguindo o caminho, acertando e errando, mas sorrindo, assim como você fazia.
Pai, dá um abração no nosso outro Paizão aí e diz obrigado, por ter deixado conhecê-lo antes de partir.
Pai, não se preocupe, ainda sinto sua mão, sempre mais forte, me guiando e ensinando a escrever.

Pai 

Parabéns e Obrigado

Eu Te Amo


Joakim Antonio



Parabéns a todos os pais e pessoas que fazem, ou evocam o papel de pai. Todos os dias você merecem ouvir, "Eu te amo!". 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Jogando-se - Dia do Amigo



Então se seus amigos se jogarem da ponte, você também se joga?

Com toda certeza mãe, ainda por cima, sorrindo.

Joakim Antonio


Cada um sabe o momento que vive e os amigos que tem, uns mais íntimos, outros apelidados de colegas e alguns mais, tidos apenas como conhecidos. Há os amigos virtuais, bem reais e também os imaginários, que existem ou não, dependendo da força da sua imaginação. Mas se fazemos algo juntos, uma coisa é certeza, há algo ali que nos faz realmente bem.

Um grande abraço a todos que me fizeram, me fazem e farão muito bem.

Feliz dia do amigo!




Dia do amigo

O Dia do Amigo é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho, aniversário da chegada do homem a lua. Em 27 de abril de 2011, a Assembleia Geral das Nações Unidas resolveu convidar todos os países membros a celebrarem o Dia Internacional da Amizade em 30 de julho.



No Brasil, apesar de não ser instituída por lei, o dia do amigo é também comemorado popularmente em 18 de abril. No entanto, o país também vem adotando a data de 20 de julho, sendo inclusive instituída oficialmente em alguns estados e municípios. Fonte: Wikipédia


Imagem: Friends by Nuno Ramos

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Arigatou - Dia da Imigração Japonesa no Brasil



Um obrigado é sempre uma via de mão dupla


Aqui tem samurai nordestino, caboclo oriental, gueixa brasileira, sambista japonesa, carateca baiano e capoeirista oquinawano. Tem poetas recitando haikai em português e cordel em japonês, bebendo caipirinha de sakê e comendo arroz grudadinho com feijão mulatinho. Tem feijoada na academia após graduação de faixa preta paulista filho de nordestino, formado por mestre japonês mistura de italiano, alemão, índio e português. Só aqui nações misturam-se tanto que não há mais distinção, nem preconceito, somos todos povo brasileiro.

Este ano comemoramos 104 anos de amizade, luta e ajuda mútua entre Brasil e Japão, dois gigantes e um só coração.

Um dia, em uma comemoração na Liberdade, vi nossos irmãos agradecendo a acolhida recebida, mas o obrigado é uma via de mão dupla, ganha mais quem dá, que quem recebe, no caso nós também devemos dizer obrigado, ou melhor,

ARIGATOU! 

Joakim Antonio



18 de junho de 1908 aportava em Santos o navio Kasato Maru, trazendo o primeiro grupo de imigrantes japoneses vinculados ao acordo estabelecido entre o Brasil e o Japão.

Influência da imigração japonesa no Brasil
Os imigrantes japoneses aperfeiçoaram as técnicas agrícolas e de pesca dos brasileiros. É notável o seu trabalho na aclimatação ou desenvolvimento de vários tipos de frutas e vegetais antes desconhecidos no Brasil, no total trouxeram mais de 50 tipos de alimentos, entre os quais o caqui, a maçã Fuji, mexerica poncã e o morango. Além dos alimentos trazidos pelos imigrantes japoneses no Brasil destaca-se também a grande expansão da avicultura brasileira que só cresceu de vez quando foram trazidas aves-matrizes do Japão e com a experiência dos imigrantes japoneses nas granjas.
A diáspora japonesa forneceu uma porta de entrada para a influência cultural japonesa no Brasil que se destaca na tecnologia agrícola, culinária, esportes: judô, aikidô, jiu-jitsu, caratê, kendô, sumô, gateball e apesar de o beisebol já ser praticado antes da chegada dos imigrantes japoneses foi através desses imigrantes que se deve o desenvolvimento do Beisebol no Brasil. Mangás, seriados de televisão (como os animes) e outros aspectos.
O bairro paulistano da Liberdade representa um pedaço do Japão com vários pórticos vermelhos de templos xintoístas. Restaurantes de yakisoba, sushi e sashimi competem com os karaokês e supermercados nos quais se pode comprar o nattō e vários tipos de molho de soja.
Até mesmo o drinque brasileiro mais famoso, a caipirinha, ganhou uma versão japonesa com saquê: a sakerinha. Fonte: Wikipédia  
Imagem 2: Kasato Maru, 1908. Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB-SP)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pessoas - Decortinando Fernando Pessoa



Dizem para sermos nós mesmos, senão podemos nos perder por inteiros. Poucos entendem que somos fragmentos de tempo, engrenagens móveis, insubstituíveis é verdade, mas todas trabalhando juntas, nos tornando um só.

Se cada momento nosso pudesse falar, teria uma personalidade própria. Com poucas divisões teríamos, o amoroso, o disciplinado, o alegre, o paciente, o honesto, o sonhador e o racional. Isso falando do lado bom, pois cada um tem sua contra parte, então somando os maus teríamos quatorze.

Agora imagine cuidar de todas essas personalidades. Muito trabalho, não é mesmo?

Alguns perguntam sobre a genialidade de Fernando Pessoa, basta dizer que ele se desmembrou em setenta e duas personalidades, incluindo o próprio, sendo mais conhecidas Alberto Caieiro,  Álvaro de Campos e Ricardo Reis, cada um com sua própria biografia.

Hoje comemora-se o 124° aniversário de Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo". 

O poema, Se depois de eu morrer, é de Alberto Caieiro uma das pessoas de Fernando.

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimento nenhum.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.



Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".

Por ter sido educado na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu perfeitamente o inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde a adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras inglesas para português e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para inglês.

Ao longo da vida trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente". Fonte: Wikipédia

Ficha pessoal 

Ficha pessoal, também referida como nota autobiográfica, intitulada no original "Fernando Pessoa", dactilografada e assinada pelo escritor em 30 de Março de 1935 (em algumas edições está 1933, por lapso). Publicada pela primeira vez, muito incompleta, como introdução ao poema À memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, editado pela Editorial Império em 1940. Publicada em versão integral em Fernando Pessoa no seu Tempo, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1988, pp. 17–22.


FERNANDO PESSOA
Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.
Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.
Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus.
Estado civil: Solteiro.
Profissão: A designação mais própria será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro" em casas comerciais. O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.
Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1º. Dto. Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).
Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.
Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. É o seguinte o que, de livros ou folhetos, considera como válido: "35 Sonnets" (em inglês), 1918; "English Poems I-II" e "English Poems III" (em inglês também), 1922; livro "Mensagem", 1934, premiado pelo "Secretariado de Propaganda Nacional" na categoria Poema". O folheto "O Interregno", publicado em 1928 e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.
Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.
Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as igrejas organizadas e, sobretudo, à Igreja Católica. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.
Posição iniciática: Iniciado, por comunicação direta de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da Ordem dos Templários de Portugal.
Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltração católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação".
Posição social: Anti-comunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.
Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.
Lisboa, 30 de Março de 1935.
Fernando Pessoa [assinatura autógrafa]
Fonte: Cópia do original dactilografado e assinado existente na Coleção do Arquiteto Fernando Távora.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Meu folclore - Dia Internacional do Folclore

Dança do Maracatu em Recife - PE


Meu folclore é midiático, programático, iniciático
totalmente eclético, elétrico, mecânico, bruto
sempre veio pré-cozido, digerido, explícito
tem olhares para céu da boca e estrelas do mar

Minha sabedoria é nula, chula, vinda das ruas
comida com as mãos, chupada do osso do pescoço
bebida no orvalho, no sangue de um galho partido
tem ouvidos para cabeceira do rio e olhos d'água

Minha casa é rica, de sapé, madeira, taquara e palha
erigida com suor, barro, coração de tripas
planejada por vidas, ancestrais, meninos e meninas
tem  lembranças de semente de flor e ovo de pássaro

Minha história é incompleta, encantada, infinita
escrita com pedaços, cantoria, fiéis exemplos
capa de couro usado e riscado pelo tempo
tem sentimentos do que virá e do que se foi

Joakim Antonio 

22 de agosto comemora-se o Dia Internacional do Folclore 
Folclore é um gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes e tradições populares transmitidos de geração em geração. 
O interesse pelo folclore nasceu entre o fim do século XVIII e o início do século XIX, quando estudiosos como os Irmãos Grimm e Herder iniciaram pesquisas sobre a poesia tradicional na Alemanha e "descobriu-se" a cultura popular como oposta à cultura erudita cultivada pelas elites e pelas instituições oficiais. Logo esse interesse se espalhou por outros países e se ampliou para o estudo de outras formas literárias, músicas, práticas religiosas e outros fatos chamados na época de "antiguidades populares". 
O termo folclore (folklore) é um neologismo que foi criado em 1846 pelo arqueólogo Ambrose Merton - pseudônimo de William John Thoms - e usado em uma carta endereçada à revista The Athenaeum, de Londres, onde os vocábulos da língua inglesa folk e lore (povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo.


Imagem: Maracatu by 422

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Seja sempre bem vindo


Você Lembra?

Lembra quando andávamos de pés descalços, mesmo sabendo que nossa mãe iria brigar e subíamos nas árvores mais altas, pelo desafio, para se esconder ou simplesmente porque era legal. Brincávamos no parquinho e achávamos estranho esse nome, pois cabiam muitos de nós em um só brinquedo, o que o fazia gigante. Veio a onda dos patins, depois aprendemos andar de bicicleta, um incentivando o outro e ajudando na hora certa. E quando era aniversário de alguém, sempre tinha um que não esquecia de levar ovo e farinha, então depois achávamos graça de ver o aniversariante com a cara toda branquinha. Alguns tinham brinquedos caros, outros brinquedo nenhum, mas quem é que ligava, precisávamos apenas de giz e chão, um sorriso no rosto e nossa imaginação. E no final do dia, já cansados, sentávamos no banco abraçados, e sem saber, estávamos criando laços que ficariam para sempre.

Nós também não sabíamos, mas um dia, brincamos uma última vez de se esconder. Alguns se esconderam tão longe que até hoje não achei, outros tão perto que nunca os perdi, mas nunca parei de procurar. Hoje mesmo, em um grupo de antigos amigos na rede, uma amiga nos saudou pelo dia de hoje, dizia ela que não tinha palavras como as minhas para dizer, mas ela não sabia que dizia as mais lindas palavras que alguém pode dizer, ela falou o que sentia, de coração.

Quando você reencontra um amigo, um simples oi, traz contido em si, toda uma frase:

"Você foi tão importante na minha vida que eu lembro de você, então meu oi, não é simplesmente oi, ele que dizer, como é bom ver você novamente meu grande amigo!"


Joakim Antonio


Dia do Amigo, celebrado a 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.
A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua "um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis".
Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo, é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras. 
No Brasil, apesar de não ser regulamentada por lei, o dia do amigo é comemorado popularmente em 18 de abril. No entanto, o país também vem adotando a data internacional, 20 de julho, sendo inclusive instituída oficialmente em alguns estados e municípios.

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