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terça-feira, 8 de novembro de 2016
Estímulo certo
Resgatando uns rabiscos e suas histórias. Esse é melhor desenho que já fiz. Cópia da capa, da hq, Coringa, advogado do diabo. Feita em papel A2, com lápis HB. Detalhe, eu não sabia desenhar nada.
Na época usava uma das técnicas do livro, Desenhando com o lado direito do cérebro, de Betty Edwards, onde se copia o desenho colocando ele de cabeça pra baixo. Já estava conseguindo copiar sem virá-lo, mas não lembro se esse já foi assim. De qualquer modo, esse é o desenho que sempre mostro ao indicar o livro para quem, como eu, não sabe desenhar e quer aprender.
Interessante que depois de usar a técnica, constantemente me pegava rabiscando algo, bem melhor do que os palitinhos que desenhava antes. O que precisamos é do estímulo certo, para desencadear revoluções internas que nos levem a outros patamares de conhecimento e sabedoria, estimulando e alçando nossa criatividade em todas as áreas.
Há um leque de oportunidades escondidas, sempre à disposição de quem ousar abrir novas portas do saber.
Joakim Antonio
Imagem: Coringa by JoaKim
sábado, 2 de junho de 2012
Caminhar diário - Descortinando Ana Cristina Cesar (poeta)
Saio de casa no escuro
sozinho espero a condução
ela chega de portas abertas
então entro e me aconchego
os caminhos chegam um a um
até uma nova condução
agora são os locais que passam
mas preciso ir a um só
desço da montanha russa férrea
vou de encontro ao asfalto
olho para os lados antes
atravesso para o depois
daqui eu me movo
a universidade está próxima
agora tudo está claro
daqui em diante
sou meu próprio condutor
Joakim Antonio
"Olho muito tempo o corpo de um poema"
Ana Cristina Cesar
olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas
Ana Cristina Cruz Cesar (Rio de Janeiro, 2 de junho de 1952 — Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1983) foi uma poetisa e tradutora brasileira. É considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo (ou poesia marginal) da década de 1970.
Filha do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz Cesar e de Maria Luiza Cruz, Ana Cristina nasceu em uma família culta e protestante de classe média. Tinha dois irmãos, Flávio e Filipe.
Antes mesmo de ser alfabetizada, aos seis anos de idade, ela ditava poemas para sua mãe. Em 1969, Ana Cristina Cesar viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa. Quando regressou ao Brasil, com livros de Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield nas malas, dedicou-se a escrever e a traduzir, entrando para a Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aos dezenove anos.
Cesar começou a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, foram lançados em edições independentes. As atividades de Ana Cristina não pararam: pesquisa literária, um mestrado em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra.
Em suas obras, Ana Cristina Cesar mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.
No dia 6 de junho, às 20h, o Instituto Moreira Salles presta homenagem a Ana Cristina Cesar , que completaria 60 anos no dia 2 de junho. A poeta carioca se destacou na década de 1970 por seu estilo intimista, marcado pela coloquialidade e tem sido objeto de leituras que cada vez mais a singularizam. Um bate-papo entre o poeta Armando Freitas Filho, que foi grande amigo de Ana Cristina, e a escritora e professora de teoria crítica da cultura da UFRJ, Heloisa Buarque de Hollanda, de quem a homenageada foi aluna, marca a comemoração de seu aniversário. O evento, aberto ao público, será gratuito, com distribuição de senhas a partir das 19h. Leia mais sobre o evento na página do IMS
Primeira imagem: The University by Networ-k
Marcadores: autor, joakim, prosa, poesia, reflexão
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