quinta-feira, 27 de junho de 2013

Brincando pelas veredas - Descortinando João Guimarães Rosa (escritor)


 Somente renovando a língua é que se pode renovar o mundo.

  
  Enquanto achavam que brincava 

estudava a tudo.

Na certeza que estudava 

brincava com as palavras. 

Nunca aprendeu uma nova língua 

continuou a sua. 


Joakim Antonio
  

"Escrevo, e creio que este é o meu aparelho de controle: o idioma português, tal como o usamos no Brasil; entretanto, no fundo, enquanto vou escrevendo, eu traduzo, extraio de muitos outros idiomas. Disso resultam meus livros, escritos em idioma próprio, meu, e pode-se deduzir daí que não me submeto à tirania da gramática e dos dicionários dos outros.

Se tem de haver uma frase feita, eu preferia que me chamassem de reacionário da língua, pois quero voltar a cada dia à origem da língua, lá onde a palavra ainda está nas entranhas da alma, para poder lhe dar luz segundo a minha imagem.

 Eu quero tudo: o mineiro, o brasileiro, o português, o latim, talvez até o esquimó e o tártaro. Queria a linguagem que se falava antes de Babel”. - João Guimarães Rosa



João Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 - Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967), foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.

Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.




Indico como complemento o, Dossiê João Guimarães Rosa (link) e a Tese de Doutorado, Sagarana: o Brasil de Guimarães Rosa(link).


Imagem 1: Guimarães Rosa by PedroMenezes

Um comentário:

  1. Esse era fera, deixou um grande legado literário como herança.
    Abraço amigo

    ResponderExcluir

"Quando escrevo minhas idéias tornam-se a pena e minha alma a tinta, por isso quando você lê, você me sente."

Deixe-me saber o que você sente.

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