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domingo, 22 de abril de 2012

Restrição - Dia 16/49


Às vezes precisamos apenas observar. 

Quando era criança minha professora contou a história do menino que amava borboletas. Ele as adorava tanto que arrumava brigas por causa delas, protegendo-as dos outros meninos que queriam arrancar-lhes as asas.
Um dia o menino encontrou, no quintal de casa, o que ele chamou de casa das borboletas. Lá ele viu vários casulos enfileirados e seus olhos brilharam de alegria, ele iria presenciar o nascimento de suas amigas. Daquele momento em diante voltava várias vezes ao dia, não querendo perder aquele glorioso momento. Após duas semanas, num domingo à tarde, aconteceu. Ele viu um casulo mexendo-se, a luta da borboleta para sair vagarosamente dele e a demora, para ele, dela abrir suas asas. Pensara que seria mais rápido, mas não importava, finalmente vivera seu momento mais precioso, o nascimento de uma de suas amigas que coloriam seu quintal. Mas havia mais, e ele as amava tanto que teve uma ótima ideia, vou ajudar a próxima.
Então com todo carinho e cuidado do mundo, foi abrindo uma das pupas que estava mexendo-se e ajudando-a sair daquela prisão o quanto antes. Ele estava feliz ao ajudar, mas algo estranho aconteceu, ela não abriu as asas como a primeira, estava todo encolhida, asas amarrotadas. Foi correndo chamar sua mãe e tentar ajudar sua amiguinha, mas nada podia ser feito. A face do menino agora era uma cachoeira de lágrimas.
Sua mãe sentou-se com ele e explicou que o esforço que a borboleta faz para sair do casulo, é para o seu bem. Ela precisa fazer força para que o sangue vá aos poucos preenchendo suas asas e, aos poucos, dando movimento à elas. Também explicou como ele era uma borboleta em casulo, assim como todas as crianças e como os pais muitas vezes fazem o mesmo que ele fez, errando porque amam demais, mas aprendendo com o tempo e como ele só entenderá no futuro, assim como ela entendeu sua mãe apenas agora.
Mais calmo ele pediu para voltar ao ninho das borboletas, aonde agora, iria apenas observar a sabedoria da natureza.

Joakim Antonio 


Muitas vezes fazemos como o menino do texto, reagimos sem saber o que está acontecendo, nossa compaixão é tão grande que podemos estar fazendo algo ruim sem percebermos, não só quanto aos outros, mas a nós também. E há também às vezes em que reagimos com raiva diante de atitudes de quem nos ama, sem perceber que eles estão reagindo ao que nós estamos passando. Pode acontecer com um estranho também, quem já não presenciou ou passou por um momento, em que alguém vai falar com uma pessoa e ela grita, "Me deixe em paz, não está vendo que quero ficar sozinho!", pois é o outro não estava vendo, queria sim, ajudar de alguma forma.

Eu já passei por isso várias vezes, porque não sabia distinguir quando devia observar e quando devia falar. Aliás, até hoje ainda passo, ainda estou aprendendo a observar mais do que agir logo, nesses casos eu quero ver a pessoa parar de sofrer o quanto antes. Um dia a gente aprende que a natureza tem seu curso certo, então passamos a observar tudo com olhos totalmente diferentes.

Hoje é o dia 16 e a terceira semana de uma jornada , o assunto de hoje é disciplina na compaixão, restrição.


Imagem: Birth by DoctorBock

sábado, 21 de abril de 2012

Emoção - Dia 15/49


O que te emociona? 


Qual foi a ultima vez que você ficou emocionado? Foi um belo sorriso, uma canção, uma  paisagem, diurna ou noturna, ou apenas uma lembrança de infância, do cheiro do café, da chuva e o barulho que ela traz no farfalhar das árvores, dos pingos no telhado ou apostando corrida na vidraça. Você emocionou-se com a morte de alguém, de um sonho, uma esperança, com um sorriso de criança, sisuda no farol, queimada de tanto pedir dinheiro de sol a sol. O que vale sua lágrima, um bebê gargalhando, aquele que você tem ou não teve, a mãe trazendo café na cama, ou a falta dela, o filho que não vem mais da escola, mas liga sempre, ou aquela saudade do pai ausente. E o que vale suas lágrimas de alegria pura, o nascimento de uma pessoa, o diploma do filho, um emprego, ter comida todo dia, a casa sonhada, ver alegria nos olhos de uma pessoa que ajudou e mais do que nunca, de quem você ama. E há também aqueles momentos que você emociona-se sem motivo, simplesmente porque se sente vivo, soltando um sorriso que grita: obrigado, eu amo estar aqui!

No final, o que verdadeiramente fica, são apenas as emoções!

Joakim Antonio


Hoje em dia devemos ter cuidado para não deixar nosso emocional no automático, a ponto de não ligarmos mais para o que acontece a nossa volta, "Morreu? Só mais um. Nasceu? Só mais um.", porque na verdade quando fazemos isso estamos nos distanciando de nós mesmos.

Eu me emociono com coisas que vejo muitos não ligarem mais, e percebo que o que falta é uma conexão maior com as pessoas, estar verdadeiramente interessado no outro. Um nascimento é a coisa mais sublime do mundo para mim, não só de pessoas, mas também de projetos, amores, animais. As maiores emoções são aquelas que você tem vontade de partilhar, não só contando, mas querendo que todos tenham aquela alegria também. Não tenha medo, deixe seu coração comandar!

Hoje é o dia 15 e a terceira semana de uma jornada, o assunto de hoje é bondade na compaixão, emoção.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Restrição


Às vezes precisamos apenas observar. 

Quando era criança minha professora contou a história do menino que amava borboletas. Ele as adorava tanto que arrumava brigas por causa delas, protegendo-as dos outros meninos que queriam arrancar-lhes as asas.
Um dia o menino encontrou, no quintal de casa, o que ele chamou de casa das borboletas. Lá ele viu vários casulos enfileirados e seus olhos brilharam de alegria, ele iria presenciar o nascimento de suas amigas. Daquele momento em diante voltava várias vezes ao dia, não querendo perder aquele glorioso momento. Após duas semanas, num domingo à tarde, aconteceu. Ele viu um casulo mexendo-se, a luta da borboleta para sair vagarosamente dele e a demora, para ele, dela abrir suas asas. Pensara que seria mais rápido, mas não importava, finalmente vivera seu momento mais precioso, o nascimento de uma de suas amigas que coloriam seu quintal. Mas havia mais, e ele as amava tanto que teve uma ótima ideia, vou ajudar a próxima.
Então com todo carinho e cuidado do mundo, foi abrindo uma das pupas que estava mexendo-se e ajudando-a sair daquela prisão o quanto antes. Ele estava feliz ao ajudar, mas algo estranho aconteceu, ela não abriu as asas como a primeira, estava todo encolhida, asas amarrotadas. Foi correndo chamar sua mãe e tentar ajudar sua amiguinha, mas nada podia ser feito. A face do menino agora era uma cachoeira de lágrimas.
Sua mãe sentou-se com ele e explicou que o esforço que a borboleta faz para sair do casulo, é para o seu bem. Ela precisa fazer força para que o sangue vá aos poucos preenchendo suas asas e, aos poucos, dando movimento à elas. Também explicou como ele era uma borboleta em casulo, assim como todas as crianças e como os pais muitas vezes fazem o mesmo que ele fez, errando porque amam demais, mas aprendendo com o tempo e como ele só entenderá no futuro, assim como ela entendeu sua mãe apenas agora.
Mais calmo ele pediu para voltar ao ninho das borboletas, aonde agora, iria apenas observar a sabedoria da natureza.

Joakim Antonio 


Consideração final:

Muitas vezes fazemos como o menino do texto, reagimos sem saber o que está acontecendo, nossa compaixão é tão grande que podemos estar fazendo algo ruim sem percebermos, não só quanto aos outros, mas a nós também. E há também às vezes em que reagimos com raiva diante de atitudes de quem nos ama, sem perceber que eles estão reagindo ao que nós estamos passando. Pode acontecer com um estranho também, quem já não presenciou ou passou por um momento, em que alguém vai falar com uma pessoa e ela grita, "Me deixe em paz, não está vendo que quero ficar sozinho!", pois é o outro não estava vendo, queria sim, ajudar de alguma forma.

Eu já passei por isso várias vezes, porque não sabia distinguir quando devia observar e quando devia falar. Aliás, até hoje ainda passo, ainda estou aprendendo a observar mais do que agir logo, nesses casos eu quero ver a pessoa parar de sofrer o quanto antes. Um dia a gente aprende que a natureza tem seu curso certo, então passamos a observar tudo com olhos totalmente diferentes.

Hoje é o dia 16 e a terceira semana de um Convite a uma jornada , o assunto de hoje é disciplina na compaixão, restrição.


Imagem: Birth by DoctorBock

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Emoção


O que te emociona? 


Qual foi a ultima vez que você ficou emocionado? Foi um belo sorriso, uma canção, uma  paisagem, diurna ou noturna, ou apenas uma lembrança de infância, do cheiro do café, da chuva e o barulho que ela traz no farfalhar das árvores, dos pingos no telhado ou apostando corrida na vidraça. Você emocionou-se com a morte de alguém, de um sonho, uma esperança, com um sorriso de criança, sisuda no farol, queimada de tanto pedir dinheiro de sol a sol. O que vale sua lágrima, um bebê gargalhando, aquele que você tem ou não teve, a mãe trazendo café na cama, ou a falta dela, o filho que não vem mais da escola, mas liga sempre, ou aquela saudade do pai ausente. E o que vale suas lágrimas de alegria pura, o nascimento de uma pessoa, o diploma do filho, um emprego, ter comida todo dia, a casa sonhada, ver alegria nos olhos de uma pessoa que ajudou e mais do que nunca, de quem você ama. E há também aqueles momentos que você emociona-se sem motivo, simplesmente porque se sente vivo, soltando um sorriso que grita: obrigado, eu amo estar aqui!

No final, o que verdadeiramente fica, são apenas as emoções!

Joakim Antonio


Consideração final:

Hoje em dia devemos ter cuidado para não deixar nosso emocional no automático, a ponto de não ligarmos mais para o que acontece a nossa volta, "Morreu? Só mais um. Nasceu? Só mais um.", porque na verdade quando fazemos isso estamos nos distanciando de nós mesmos.

Eu me emociono com coisas que vejo muitos não ligarem mais, e percebo que o que falta é uma conexão maior com as pessoas, estar verdadeiramente interessado no outro. Um nascimento é a coisa mais sublime do mundo para mim, não só de pessoas, mas também de projetos, amores, animais. As maiores emoções são aquelas que você tem vontade de partilhar, não só contando, mas querendo que todos tenham aquela alegria também. Não tenha medo, deixe seu coração comandar!

Hoje é o dia 15 e a terceira semana de um Convite a uma jornada , o assunto de hoje é bondade na compaixão, emoção.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dois nomes lindos


No princípio apenas escuridão
mas havia diversos sons
e milhares de sensações

Uma mescla de emoções
ouvia cantos, choro, alegria
acalmava quando você sorria

Sentia-me protegido cada segundo
abraçado com muito amor
como um botão em flor

Sua voz sempre me alegrava
agradava-me seu  tom, ritmo
tudo era muito bonito

Estava ansioso para te descobrir
meus olhos queriam ver
quão linda era você

Então no dia certo apareci
todos sorriam eu só chorava
menos quando você me abraçava

Deste dia em diante aprendi
que nossos nomes são os mais lindos

Passo o dia a chamar Mãe
só para ouvir você dizer Filho

Joakim Antonio

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